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Gestão de talentos é chave para empresas
Livro:
O Oitavo Hábito - Da Eficácia à Grandeza
Autor:
Stephen Covey
Gestão de talentos é chave para empresas
Por Robinson Borges.
Publicado originalmente no jornal , em maio de 2005.
O americano Stephen Covey, 72 anos, é um homem de superlativos. Seu livro , de 1989, vendeu 15 milhões de cópias, foi traduzido para 38 línguas, eleito o mais influente do século XX pela revista Chief Executive e até hoje mantém venda regular de cem mil cópias por mês. Em sua história como empresário, Covey também coleciona êxitos. Tem como clientes 150 corporações que estão entre as 500 melhores da Fortune e não por acaso está entre os 25 figurões escolhidos pela revista Time como os mais importantes do mundo.
Nada mais natural, portanto, que o novo livro de Covey, O Oitavo Hábito - Da Eficácia à Grandeza, que acaba de ser lançado no Brasil, chegue envolto de expectativas e se estabeleça na lista de mais vendidos publicada pelo Valor. Ocupa a terceira posição. Mas o autor não surpreende nessa nova publicação. Trata-se de uma seqüência acrescida do oitavo hábito: Encontre sua voz interior e inspire os outros a encontrar a deles.
Com esse módulo atual, Covey enfatiza a necessidade de cada pessoa descobrir e usar o seu talento individual para alcançar engajamento no trabalho. Defendo a necessidade de unir o talento, a paixão e a consciência, hábitos que poucas pessoas cultivam, disse Stephen Covey em entrevista ao Valor.
Apesar da impressão de reciclagem de idéias, o autor diz que o livro é uma obra de seu tempo. A série de mudanças ocorridas entre o lançamento de Os Sete Hábitos (1989) e O Oitavo Hábito exigiu uma adequação em sua base teórica e um modelo de gestão inovador. A era do conhecimento, que está substituindo a industrial, pede a introdução desse oitavo hábito para alcançar a excelência organizacional e pessoal. Mas todos se complementam, justifica.
O abismo entre as duas eras é gigante, na sua visão. O trabalhador do período industrial era descartável e podia ser substituído sem dor por uma máquina. Mas o da era do conhecimento deve ser criativo. As competências pessoais têm peso extra, apesar de executivos não terem se dado conta, diz.
A dificuldade dos líderes de compreensão dos novos tempos tem levado as pessoas a se sentirem frustradas, desmotivadas e subvalorizadas. Poucos conseguem escutar a voz interior e contribuir de forma singular para a melhoria do trabalho. Isso porque não são estimulados.
A constatação pode ser feita com base em pesquisa apresentada no livro:
- 37% dos entrevistados disseram entender claramente o que sua organização está tentando atingir e por quê;
- 20% estavam entusiasmados com as metas de sua equipe e sua corporação;
- 50% se sentiam satisfeitas com o trabalho executado, e
- 87% afirmaram que não têm confiança e intensa colaboração com os grupos ou departamentos de sua empresa.
Diante dessa anemia dos recursos humanos em canalizar e estimular talentos, a liderança do século XXI exige, segundo o autor, uma capacidade de comandar pessoas por meio da comunicação constante de seu potencial, realçando sua mais valia de forma tão clara, que consigam encontrar essas características em si, afirma.
Com MBA em Harvard e PhD na Brigham Young University -, Covey explica suas premissas em itens sintéticos e em tom messiânico. O encontro da voz interior requer a procura de uma via alternativa nas discussões com o próximo. Não se deve buscar o caminho fácil do mundo binário dividido entre a sua posição e a do outro, que tende a valoriza uma ou outra posição. O ideal é uma terceira saída, certamente, melhor e mais adequada.
Segundo o autor, os hábitos elaborados há 16 anos permanecem contemporâneos nesse livro. Isso porque propõem a mudança do vetor do comando puro e simples pelo empowerment, o que corrobora o oitavo hábito.
Para adequar o livro ao discurso à nova economia, Covey resolveu que a obra atual merecia um DVD com filmes, que servem de complemento dos capítulos. No melhor estilo compre um leve dois. Seus sócios não gostaram de vender um dos segredos das conferências. Mas, no fim, conseguiu.
Fonte:
Jornal .
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