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Google e Nasa abrem escola para futuristas
12/02/2009
O Google e a Nasa estão por trás de uma nova escola para futuristas no Vale do Silício, que vai preparar cientistas para uma era em que as máquinas se tornarão mais inteligentes que o Homem.
A nova instituição, conhecida como, será comandada por Ray Kurzweil, cujas previsões sobre o ritmo exponencial das mudanças tecnológicas fizeram dele uma figura controvertida nos círculos tecnológicos.
O apoio do Google e da Nasa demonstra a crescente aceitação dos pontos de vista de Kurzweil entre as correntes científicas predominantes. Kurzweil afirma que antes da metade deste século, a inteligência artificial vai superar os seres humanos, lançando a civilização em uma nova era. A Singularity University vai funcionar no Ames Research Center da Nasa, que fica bem perto da Googleplex, a sede da Google. Ela vai oferecer cursos de biotecnologia, nanotecnologia e inteligência artificial.
A chamada ´singularidade´ é um período teórico de rápido progresso tecnológico num futuro próximo. Kurzweil, um inventor americano, popularizou o termo em seu livro ´The Singularity is Near´ (A Singularidade Se Aproxima), lançado em 2005.
Os defensores afirmam que durante a singularidade, as máquinas serão capazes de se aperfeiçoar usando a inteligência artificial e que computadores mais inteligentes que o Homem resolverão problemas como a escassez de energia, as mudanças climáticas e a fome.
Mesmo assim, muitos críticos afirmam que a singularidade é perigosa. Alguns temem que uma inteligência artificial maligna possa aniquilar a raça humana.
Kurzweil diz que a universidade foi lançada agora porque muitas tecnologias estão se aproximando de um momento de avanço radical. ´Estamos chegando na parte mais íngreme da curva´, afirma. ´A questão não envolve apenas produtos eletrônicos e computadores. É qualquer tecnologia em que possamos medir o conteúdo da informação, como a genética.´
A escola é apoiada por Larry Page, um dos fundadores do Google, e Peter Diamandis, presidente-executivo da X-Prize, uma organização que faz doações em apoio às mudanças tecnológicas.
Apesar do nome, a escola não será uma universidade credenciada. Em vez disso, ela seguirá o modelo da International Space University de Strasburgo, na França, a escola interdisciplinar e multicultural que Diamandis ajudou a estabelecer em 1987.
Fonte: Valor Econômico / David Gelles / Financial Times / San Francisco
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