Perspectivas para o mercado brasileiro de Smart Cities até 2020

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As cidades são ecossistemas vivos, com elevado grau de complexidade e dependem diretamente da interação entre seus cidadãos, com o objetivo de aprimorar constantemente a sua relação com o meio. Entretanto, cidades e comunidades ao redor do mundo vêm passando por um momento intensamente desafiador.

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Atualmente mais da metade da população do planeta vive nas cidades, depositando grande pressão sobre as infraestruturas existentes como transporte, moradia, água, energia, resíduos e demais serviços urbanos, muitas das quais requerendo um replanejamento célere e eficaz, bem como elevado investimento de recursos. Estas e outras questões podem ser atenuadas através da adoção de soluções escaláveis aproveitando-se de tecnologias de informação e comunicação (TIC) para aumentar a eficiência, reduzir custos e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.

Pude participar diretamente da organização dos maiores eventos do Brasil sobre o tema, como os Fóruns Internacionais iCities (www.icities.com.br/events/), o Connected Smart Cities (www.connectedsmartcities.com.br) e o iCities Kids (www.icitieskids.com.br). Por estes eventos passaram mais de 5.000 participantes e 300 palestrantes, conectando agentes interessados neste tema, em especial o poder público, membros da academia e profissionais do setor privado.

O mercado de Smart Cities no Brasil passa por uma dobra, após este período educacional – período o qual permanecerá sendo importante – em que se pode apresentar as maiores tendências internacionais sobre o tema, o mercado brasileiro e novas gestões municipais parecem estar finalmente preparados para a fase de IMPLEMENTAÇÃO de soluções inovadoras.

O ano é 2017 no Brasil e novas gestões municipais iniciaram seus trabalhos precisando tornar os municípios mais eficientes, uma eficiência econômico-financeira, bem como administrativa. Aqueles municípios que conseguirem implementar soluções relacionadas ao tema de Cidades inteligentes certamente conseguirão ter destaque político, administrativo e econômico até 2020. Por onde começar é a grande pergunta que ronda as novas gestões municipais quando o tema é Smart Cities.

Sob uma perspectiva da importância da identificação dos principais “gaps” de inovação dos municípios, acredito que o caminho para um bom planejamento para adoção de soluções inovadoras passem por algumas fases. São elas:

1.   Diagnóstico: identificação das lacunas de inovação relacionados a eixos como: (i) atendimento ao cidadão, (ii) saúde, (iii) educação inovadora, (iv) meio ambiente e energia, (v) segurança inteligente, (vi) empreendedorismo de impacto – startups e (vii) mobilidade urbana, baseado no conceito de cidades inteligentes;

2.   Relatório de recomendações técnicas: de acordo com as características e realidade do município com recomendação de ações práticas, dentro de cada um dos eixos, em que após o diagnóstico, se mostraram deficientes e/ou com grandes possibilidades de melhoria através da inovação existente;

3.   Matriz de prioridades: Estabelecer as recomendações técnicas prioritárias, de acordo com o nível de necessidade de cada eixo do Programa.

4.   Equiparação financeira: de acordo com as receitas e fluxo de caixa do município, o fluxo das ações listadas na Matriz de prioridades será dividido para que se tenha uma melhor eficiência financeira e temporal das ações estabelecidas nas recomendações técnicas;

5.   Acesso a recurso financeiro: de acordo com o resultado proveniente da equiparação financeira, serão formalizados projetos independentes para acesso a recurso externo com agentes financeiros.

Um novo mercado e um oceano de oportunidades:

Diante de um planejamento adequado surgem oportunidades para o desenvolvimento do mercado brasileiro até 2020 em soluções, tais como:

  • Conectividade de acesso à Internet do município em locais públicos;
  • Semaforização Inteligente;
  • Estacionamento Inteligente;
  • Planejamento Urbano Dirigido por Dados;
  • Sensores Ambientais;
  • Gerenciamento de Resíduos;
  • Desenvolvimento de softwares de gestão pública automatizados para ganhar produtividade e confiabilidade nos processos.
  • Investimento em Biotecnologia e Nanotecnologia voltada à saúde;
  • Desenvolvimento de programas de educação à distância para alunos da rede pública (EAD);
  • Atividades socioculturais com óculos de Realidade Virtual;
  • Gestão de Recursos Hídricos (abastecimento de água, saneamento, tratamento de águas residuais);
  • Sistemas de geração de Energias Renováveis (solar, eólica, biomassa, biogás, etc.)
  • Equipamentos eficazes para a segurança pública como drones, sensores Inteligentes, controles de acesso, automação;

Espero que no Brasil a palavra de ordem até 2020 seja MATERIALIZAÇÃO, onde deixemos de apenas mostrar tendências internacionais de Smart Cities e possamos implementar em grande escala soluções inovadoras em nossos mais de cinco mil municípios.

Fonte: André Telles – Founder of iCities 

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