Na política nossas ‘façanhas’ não são mais modelo!

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Há uma década, a opinião dos eleitores do RS se dividia em duas lógicas de comportamento:

a) os que avaliavam que os políticos do Estado eram referência em integridade e se destacavam em relação aos políticos nacionais;

b) e os que acreditavam que a integridade dos políticos gaúchos era semelhante à dos políticos nacionais.

Em pesquisas atuais realizadas pelo IPO – Instituto Pesquisas de Opinião, verifica-se que mais de 80% dos eleitores gaúchos declaram que acompanham o noticiário sobre a operação Lava Jato.

Para os eleitores, o escândalo de corrupção que baseia a operação Lava Jato “parece não ter fim”. Temem em fazer analogia com o que daria para fazer com o montante da corrupção em termos de investimentos na área da saúde, educação e infraestrutura, “pensar no que poderia ser feito com as cifras desviadas é inimaginável!” Para os eleitores, é como se a população brasileira passasse por dificuldades pelo saque dos políticos corruptos.

Cada nova fase da operação amplia o desencanto com os políticos, que são descritos pelos eleitores como usurpadores da estrutura pública, atuando em prol do seu interesse pessoal. Os eleitores avaliam que os políticos são todos iguais, se preocupam apenas com seus interesses e “gostam de tirar vantagem em tudo”.

Essa nova leitura social sobre os políticos faz com que os gaúchos avaliem que “são todos iguais” e quando se inquere um entrevistado a comparar o político gaúcho com o político nacional, tem-se o seguinte resultado:

– Melhor que os políticos nacionais = 18%

– Igual aos políticos nacionais = 66%

– Piores do que os políticos nacionais = 16%

De uma forma geral, mais de 80% dos entrevistados consideram os políticos do Estado como iguais e/ou piores aos políticos nacionais, acabando com a áurea que permeava o imaginário coletivo em torno dos políticos do RS.

Essa percepção não está associada à leitura de que os políticos do RS são, necessariamente, corruptos! Não é isso, a avaliação ainda está no campo da interrogação, da dúvida!

Há percepção de que os políticos são lenientes com seus pares! Há dúvida se esta condescendência é resultado de participação no esquema ou incapacidade de enfrentamento, “parece que os políticos gaúchos não têm poder ou influência”. O eleitor está desencantado e cheio de dúvidas e os políticos gaúchos precisam reencontrar sua credibilidade perante o eleitorado, mostrando que o refrão do hino rio-grandense tem seu valor e pode ser recontextualizado.

Por Elis Radmann

Fonte: Coletiva.net

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