Walter Lídio Nunes cobra redução do peso do Estado na economia durante o Fórum da Liberdade

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Ao ser agraciado com o Prêmio Libertas por ocasião do 28º Fórum da Liberdade, promovido pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE) nesta segunda (13) e terça-feira (14), em Porto Alegre, o presidente da Celulose Riograndense, Walter Lídio Nunes, foi enfático ao questionar a presença e o grau de intervenção do governo na economia. “Cabe ao Estado rever o seu tamanho e seu papel como indutor do desenvolvimento e provedor de serviços qualificados à sociedade. Não se justifica, no mundo moderno, o Estado gerindo empresas de distribuição de combustíveis, prospecção e refino de petróleo, entre outras funções que cabem à iniciativa privada”, cobrou Nunes, que é responsável pelo investimento de R$ 5 bilhões na ampliação da planta da Celulose Riograndense, em Guaíba. O Prêmio Libertas é concedido a empreendedores que, além de se destacar nos negócios, disseminam as bandeiras do livre mercado.

Na opinião de Lídio, a atual crise estabelecida vai muito além da seara econômica e expõe também as deficiências do Brasil na área social e no campo político, o que evidencia uma profunda crise de valores. Para o empresário, os recentes protestos mostram que a sociedade exige mudanças.

“A crise atual pode significar um problema ou uma grande oportunidade. A diferença entre os dois significados está na forma como vamos reagir a este momento”

 

, provocou, enfatizando que é preciso fugir das “tradicionais maquiagens populistas para atender ao clamor das demandas sociais” e pautar as reformas modernizantes que propiciem o desenvolvimento econômico e social de maneira sustentável.

Na ocasião, Lídio repassou críticas tradicionais do empresariado, como a burocracia, as más condições de infraestrutura e a alta carga tributária. Esse peso, segundo o CEO da Celulose Riograndense, sustenta o patrimonialismo dos cargos públicos loteados entre partidos e líderes políticos. “Esta modelagem tem demandado mais cargos para acomodar, em nome da dita governabilidade, a imensa pluralidade partidária desqualificada. Na prática, a expressão governabilidade é um nome bonito e socialmente simpático para expressar o processo de negociatas, loteamento da máquina e dos recursos públicos, piorando, ainda mais, a funcionalidade das instituições públicas necessárias para atender às demandas que o setor empreendedor precisa para crescer e desenvolver o país”, desabafou. “Outro agravante é a estrutura organizacional pública composta de entidades anacrônicas, com uma imensa sobreposição de atribuições burocráticas que redundam em aumento de licenças e autorizações desnecessárias, que atrasam cada vez mais o desenvolvimento do Brasil. Neste ambiente, criam-se condições amplas para a tradicional venda de facilidades”, disse. “Corrupção se combate com um rigoroso processo punitivo, que seja ágil e eficaz, e não com burocratização”, sugeriu.

Lídio sublinhou, no entanto, que o setor empresarial tem um importante papel na transformação social, mas sua atuação tem sido sub-representada e bem aquém do seu potencial de contribuição. “Ninguém se mobiliza sem perceber uma causa que o justifique. É impossível mudar este estado de coisas no curto prazo, mas precisamos dar passos visando a profundas reformas”, conclamou, afirmando ser necessária a construção de uma agenda construtiva focada numa gestão eficiente, que sustente taxas de crescimento dignas do potencial brasileiro. “Está ao nosso alcance afastar o risco da mediocridade, adotar o caminho da modernização institucional, da gestão e da governança qualificada, da competitividade internacional, do desenvolvimento sustentável com equidade social e respeito ao meio ambiente, da prosperidade econômica e do caminho da liberdade política em seu sentido mais pleno. Este caminho passa por uma imprensa livre sem controles sociais”, sustentou.

FONTE: Revista Amanhã – http://www.amanha.com.br/posts/view/260#sthash.x9sU0Emy.dpuf

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