Dicas para não se frustrar investindo em startups

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A maioria das startups vai falhar, essa é a natureza do jogo, por isso não invista mais do que esteja confortável em perder

investidor

Muita gente pensa que investir em startups é o mesmo que comprar um bilhete de loteria. É comum encontrar investidor-anjo que aposta tudo em uma ou duas empresas, sem uma análise criteriosa dos pontos críticos do negócio. Ao invés de fazer sua própria diligência e estruturar uma tese de investimento, o investidor opta pelo caminho mais fácil e prefere levar mais em consideração o que outras pessoas acham do investimento do que tomar sua própria decisão.

Em plataformas de investimento coletivo isso é ainda mais evidente, e provoca o chamado efeito manada, atraindo mais investidores à medida que a captação se aproxima da meta. O problema disso é que, muitas vezes, os investimentos mais disputados e populares são aqueles que trazem os piores resultados.

Recentemente, um investidor me confessou que nos seus dois investimentos de maior êxito ele ficou com medo de convidar outros co-investidores, pois achava que os “moleques” eram pouco experientes e poderiam comprometer sua reputação. Sam Altman, CEO da aceleradora Y Combinator, e que já investiu em mais de 40 empresas, fez semelhante descoberta ao analisar o que havia em comum nos seus quatro investimentos de grande sucesso: nas rodadas mais disputadas em que esteve presente ele notou uma correlação inversa com o sucesso do investimento, e para todos os quatro unicórnios que encontrou, investidores que ele respeita bastante acharam as ideias ruins.

Empresas disruptivas geralmente parecem uma péssima ideia a princípio, pois se parecessem muito boas, a rodada provavelmente seria precificada para cima e/ou haveria um bando de empreendedores criando empresas semelhantes – o que tornaria em ambos os casos o investimento menos atrativo. Não é, portanto, por seguirem lógicas menos intuitivas que investimentos em startups não devam ser analisados com método e disciplina. Por isso, listamos alguns princípios no Broota para investidores iniciantes não se frustrarem nesse universo:

A maioria das startups vai falhar, essa é a natureza do jogo, por isso não invista mais do que esteja confortável em perder;

Antes de fazer qualquer investimento, saiba quais são seus objetivos e qual o plano para alcança-los;

Comece pequeno. Só aumente seus investimentos à medida em que tenha adquirido conhecimento suficiente sobre capital de risco, e nunca invista mais do que 10% do seu patrimônio líquido em startups

Diversifique! Só invista se você tiver capital suficiente para fazer 10-20 investimentos em startups. Mesmo assim, é possível que suas perdas ultrapassem seus ganhos.

Co-invista com investidores experientes e certifique-se que os termos destes são praticamente os mesmos dos seus. Entretanto, o fato da startup ter um Investidor-Âncora não é de forma alguma garantia de que a empresa será bem sucedida.

Assuma que o investimento não trará retorno em menos de 10 anos. Ao contrário de açõesnegociadas em bolsa, investimentos em startups têm baixíssima liquidez e não podem ser resgatados a qualquer momento;

Reserve 1-2 vezes o seu capital para os investimentos que tiverem demonstrado melhores resultados. As startups muito provavelmente farão novas rodadas de captação, e manter ou aumentar sua participação nos “vencedores” é a melhor forma de maximizar seu resultado;

Invista em uma startup porque você ama a sua missão, e não apenas pelo possível retorno financeiro. E quando em dúvida, não invista.

Fonte: Infomoney

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