EDUCAÇÃO INFANTIL É IMPORTANTE, MAS NÃO É TUDO

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O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, prometeu que haverá vagas gratuitas nas pré-escolas para todas as crianças da cidade ainda este ano. Este é um exemplo de um amplo entusiasmo político norte-americano em lidar com as falhas na educação focando na primeira infância. No entanto, comparações com outros países mostram que esse tipo de medida tem um longo caminho a percorrer – e que está longe de ser a cura para todos os problemas.

Imagens da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico)  mostram os Estados Unidos se saindo relativamente bem no ensino para crianças entre 0 e 3 anos (ver no gráfico), mas quando se fala em escola para alunos de 3 a 5 anos, o país cai para os últimos da classe – ficando atrás do Chile e na frente apenas da Lituânia e da Grécia.

Educa Infantil dados OCDE

As ideias sobre a maneira “correta” de como se passar os primeiros anos de vida ainda variam ao redor do mundo. Os escandinavos não gostam da escolarização formal tão cedo, mas simpatizam com as creches mais familiares. Relativamente poucos pais alemães matriculam seus filhos em creches, mas ficam felizes em colocá-los no jardim de infância, aos três anos de idade. Asiáticos ambiciosos, principalmente na Coréia do Sul, veem na educação infantil uma oportunidade de fortalecer o aproveitamento escolar futuro. Os suíços preferem manter seus filhos em casa por mais tempo.

Andreas Schleicher, chefe da equipe de educação da OCDE, diz que o investimento na primeira infância não “automaticamente produz ganhos na aprendizagem, a não ser que o sistema possua mecanismos de transferir isso para o nível primário e secundário”. Schleicher acaba de publicar uma pesquisa mostrando que em um número preocupante de países de primeiro mundo, mais de 15% da população jovem é considerada “desqualificada”. Entre os que convivem com esse problema, estão a França, a Holanda e a Dinamarca, países no topo do ranking da educação infantil. Um bom começo, apenas, não é o suficiente. As condições de resistência e consistência importam tanto quanto – senão até mais.

FONTE: REVISTA THE ECONOMIST http://www.economist.com/news/briefing/21640315-early-education-matters-it-not-everything-getting-em-young

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