Seu filho pode estar perdendo um dia de aula por semana

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Banco Mundial observou mais de 15 mil salas de aulas de escolas públicas da América Latina e mediu os efeitos da baixa eficiência dos professores

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Em uma investigação profunda sobre causas – e também conseqüências – da má formação recebida pelos alunos de escolas públicas do Brasil e dos demais países latino-americanos, o Banco Mundial concluiu que os estudantes perdem o equivalente a um dia de instrução por semana – e não é porque estão matando aula, mas em razão do baixo nível de eficiência dos professores. Divulgado nesta quinta-feira no Peru, o relatório Great Teachers: How to Raise Student Learning in Latin America and the Caribbean (“Grandes professores: como melhorar o aprendizado dos estudantes na América Latina e no Caribe) observou mais de 15 mil salas de aula de três mil escolas primárias e secundárias da região.

As conclusões são preocupantes. “Quase todos os países da região parecem estar presos a um equilíbrio de baixo nível de padrões inferiores de entrada no ensino, salários relativamente baixos e indiferenciados, ensino deficiente na sala de aula e parcos resultados educacionais”, divulgou a autora do relatório, Barbara Bruns. Ela acredita que a mudança para um ensino de alto nível será difícil, mas é “um esforço que a região não pode se permitir adiar”.

Focado na investigação do contexto e do perfil dos professores, o relatório apontou as seguintes evidências sobre quem são os mestres das escolas públicas latino-americanas:

• Têm baixos incentivos salariais. Seu nível de remuneração mensal em 2010 era entre 10% e 50% mais baixo do que outros profissionais “equivalentes”, e essa relação se manteve ao longo dos anos 2000.

• Possuem mais educação formal do que outros profissionais e técnicos, mas iniciam seus estudos acadêmicos com um nível de conhecimento inferior ao conjunto total de estudantes do ensino superior.

• 75% dos professores que atuam no magistério público são mulheres.

• Os estudantes que abraçam a carreira de professor pertencem a um nível socioeconômico mais baixo e têm maior probabilidade de serem universitários de primeira geração (aqueles cujos pais não possuem um diploma de ensino superior).

• O magistério público da região está envelhecendo. Em alguns países, um professor médio tem mais de 40 anos.

• Embora muitos países da região estejam produzindo uma oferta excedente de novos professores, ainda é difícil encontrar docentes adequados ao ensino médio de matemática e ciências

Fonte: Revista Amanhã

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