Campanha em favor da comunicação impressa

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Criada em 2012, na Inglaterra, a Two Sides é a principal campanha mundial de difusão da sustentabilidade da comunicação impressa. Já presente nos principais países europeus (Alemanha, França, Itália etc.), além de Estados Unidos, Austrália e África do Sul, acaba de ganhar também o reforço do Brasil no time. “A adesão a esse movimento nos insere na mais bem-sucedida iniciativa mundial de difusão da sustentabilidade da comunicação impressa. Vamos trabalhar com determinação para mostrar que somos uma atividade essencial à vida das pessoas e ao bom funcionamento da sociedade. Sem falar na importância da nossa cadeia produtiva na geração de empregos, tributos, tecnologias e  outros valores agregados”, afirma Fabio Arruda Mortara, presidente nacional da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) e do Sindicatos das Indústrias Gráficas no Estado de São Paulo (Sindigraf-SP).

Diálogo com a sociedade

Articulado pelo Sindigraf-SP, o lançamento está trazendo ao País o diretor da Two Sides no Reino Unido, Martyn Eustace. “O ingresso do Brasil na campanha é uma ótima notícia! Somente em 2013, a produção brasileira de celulose alcançou cerca de 15 milhões de toneladas, e a de papel, 10,4 milhões de toneladas. Além de ser uma das economias mundiais que mais crescem, o País cria a todo o momento projetos novos e ambiciosos para o setor da comunicação impressa. O Brasil está se tornando rapidamente um líder em silvicultura, e estamos entusiasmados com a possibilidade  de mesclar a fantástica história de sustentabilidade desse país aos fatos que a Two Sides comunica globalmente sobre o papel e a indústria da comunicação impressa”, declara Eustace.

A assinatura do protocolo de intenções acontece na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista, e conta com a subscrição de 42 entidades representativas das atividades da cadeia. Somadas, elas reúnem cerca de 80 mil empresas, geradoras de 615 mil empregos diretos e faturamento na casa dos US$ 40 bilhões. Entidades como a Associação Nacional de Jornais (ANJ), a Associação Nacional dos Editores de Revistas (Aner) e a Associação Brasileira das Empresas de Rotativas Offset (Abro) são algumas apoiadoras de primeira hora da iniciativa.

Para estabelecer um diálogo esclarecedor com a sociedade, sensibilizando formadores de opinião, setor público, educadores, fornecedores e consumidores de produtos impressos, a Two Sides prevê ações variadas. A primeira delas é a publicação e divulgação do bookComunicação Impressa e Papel – Mitos e Fatos, conteúdo de embasamento científico que prova a sustentabilidade da cadeia. Em maio, será a vez de o site da campanha entrar no ar. Também estão disponíveis anúncios variados para diferentes públicos. “À medida que a campanha avança, haverá a tropicalização das peças”, diz Mortara. Outra frente de ação será o combate pontual de mensagens e iniciativas, públicas e privadas, que erroneamente associem a impressão à falta de sustentabilidade.

“A ANJ considera muito oportuna e acertada essa campanha. A mídia impressa é produzida de forma sustentável e veicula as informações que, segundo todas as pesquisas, são as de maior credibilidade. Os jornais hoje são multiplataforma, mas o impresso segue sendo a plataforma mais nobre”, declara Christiano Nygaard, membro do Conselho de Administração da ANJ e diretor de Mercado Leitor e Operações do jornal O Estado de São Paulo.

Pluralidade favorece a informação

Parece estranho uma campanha de valorização da comunicação impressa com site e peças para veiculação em rádio e TV? “Precisamos mostrar de forma mais clara para as pessoas a ideia de que o eletrônico não chegou para canibalizar o impresso. Ele é uma maneira complementar de as pessoas se informarem”, explica Fernando Costa, primeiro vice-presidente da Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e diretor de Assinaturas da Editora Abril. Também Mortara considera que antagonizar as diferentes mídias cria uma falsa contradição, que  deve ser combatida. “A difusão do conhecimento e da informação se favorece da pluralidade. Quanto mais culta e educada uma população, tanto maior o acesso e o consumo que ela faz de internet, jornais, revistas e livros, sem que uns excluam os outros”, defende o presidente da ABIGRAF.

É o que comprova a Pesquisa Brasileira de Mídia 2014, divulgada em fevereiro pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, que constatou que o consumo de jornais, revistas e internet – os três! – aumenta conforme o nível de renda e de escolaridade do brasileiro. “A Two Sides reforça a percepção de que a mídia impressa é e continuará sendo atraente, prática e sustentável, além de imbativelmente confiável”, finaliza Mortara.

 

 

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