Pela volta dos bons modos

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good manners

Quando paramos de dizer bom dia, por favor e obrigado? Ceder o lugar, abrir a porta e elogiar são atitudes raras. A má educação, a falta de gentileza e quase nada de cordialidade estão, infelizmente, na moda. Ficamos mais ranzinzas. Mais rudes. É essa correria e cada um por si que nos torna desse jeito? Quando perdemos as boas maneiras?  Também temos culpa nesse mau-humor generalizado. Temos que evitar atrasos e situações de stress para assim não esquecermos a boa educação, ter mais paciência, mais calma, sermos mais tolerantes. Se colocar no lugar do outro é saudável. Não podemos perder respeito pelo próximo. E isto não é só  privilégio daqui mas acontece em diferentes lugares do mundo. Mas vamos falar de Porto Alegre, onde vivemos.

A nossa cidade, que é muito bonita, não merece tantos porcalhões sujando as ruas. E essas ruas estão inseguras, perderam a civilidade. Aqui o mal educado não tem idade. Pode ser idoso, de meia idade, jovem ou criança. Os mais velhos abusam da sua condição, constrangem funcionários e outros clientes, não respeitam condutas de bom comportamento e dizem o que lhes vier na telha. Os jovens são arrogantes. As crianças não conhecem limites e os pais não enxergam nada e liberam geral. São negligentes. E esse grupo de mal educados, que não é pequeno, não escolhe lugar para demonstrar esse desdém pelo outro. Falam alto em seus celulares, até mesmo em um silencioso restaurante. Ficamos, sem querer, sabendo de seus negócios e da sua agenda. Na fila do banco, na hora de entrar (ou sair) do ônibus ou do avião, no supermercado, sem falar no trânsito, tudo é teste para nossa inteligência emocional. E os motoristas? Grande parte  exerce com grande talento sua condição de egoísta e péssimo motorista. Nesses momentos, parece que ninguém pode perder alguns segundos. Esse tempo, para essas pessoas, é decisivo, questão de vida ou morte.

Também quem nos atende, do outro lado do balcão, muitas vezes é indiferente a nossa presença. Estar ali ou não, pouco importa. Ele segue rigidamente a burocracia e, normalmente, detesta o que faz. Que é infeliz em sua profissão pode atender bem alguém?

E o treinamento? Não é mais necessário. Em lancherias, restaurantes, táxis e hotéis, a impressão é que os gestores concluíram que treinar é desnecessário.

E não custa nada ser bem-educado. Será que em 2014 a cidade conseguirá encantar os turistas? Torço pela volta dos bons modos.

Inácio Knapp

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