Direitos & Deveres da Agenda 2020 discute como a população entende essas questões

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Um amplo debate sobre as relações sociais e as saídas para a melhora social conduziram o seminário Direitos e Deveres da Cidadania, promovido pelo Fórum de Cidadania e Responsabilidade Social da Agenda 2020, realizado dia 12, no Teatro do CIEE-RS. O evento, coordenado pelo voluntário da Agenda 2020, Cláudio Inácio Bins, contou com as palestras do defensor público-geral do Estado Nilton Leonel Arneck Maria e do filósofo e voluntário da Agenda 2020, Marcos Kayser. Ao longo das apresentações os dois debateram sobre a relação entre direitos e deveres na sociedade brasileira e como a população entende essas questões.

O defensor Nilton Arneck iniciou o evento comentando a respeito da falta de conhecimento dos direitos por parte da população, especialmente a mais carente. Para o ele é fundamental que o cidadão tenha consciência e entendimento de seus direitos, para só assim ter compreensão dos deveres. “O Estado é omisso em atender os direitos mais básicos do cidadão, então nós (Defensoria Pública) temos esse viés de orientar o cidadão. Durante a apresentação, Arneck relatou os trabalhos desenvolvidos pela defensoria pública do Estado para a garantia e a orientação da população e a mediação de conflitos. O defensor destacou ainda o déficit da educação no Brasil, ressaltando o fato de as escolas não apresentarem em seus currículos matérias que tratam do funcionamento da sociedade. “A pessoa paga o mínimo no cartão de crédito mas não sabe como a sua dívida cresce em razão disso.”

O filósofo e voluntário da Agenda 2020, Marcos Kayser, destacou o sentimento do senso comum, muitas vezes causado pela falta de conhecimento, de uma sociedade onde o direito individual é priorizado em relação aos deveres. O palestrante ressaltou que na verdade o que existe é uma falta de “sentimento de dever introjetado.” Ao longo da apresentação Kayser destacou a visão da maioria das pessoas do dever como uma obrigação e não como uma questão de respeito ao espaço dos semelhantes.

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No debate final com os palestrantes, voluntários da Agenda 2020 e representantes de diversas instituições, o questionamento de uma professora a respeito dos problemas da educação e do que ela chamou de um Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) mal gerenciado, levantou um debate a respeito da efetividade do mecanismo. Mais uma vez o defensor ressaltou que o problema não está nas leis vigentes, mas sim na sua aplicabilidade cotidiana. Kayser encerrou destacando que o Brasil tem leis de primeiro mundo, mas as cumpre mal. E deixou uma pergunta: “Quem fará a ruptura?”

 

 

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