Precisamos refletir sobre o que não estamos fazendo

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Estou entre os cidadãos brasileiros que não deixam escapar comentários diários sobre a fraca gestão pública brasileira e do igualmente discreto desempenho dos políticos que nos representam. Acredito, como muitos outros brasileiros, que grandes mudanças estruturais são urgentes, como a indispensável reforma tributária. Também penso que as nossas responsabilidades como cidadãos, empreendedores e como sociedade, devam ir além dessas críticas, que entretanto não podem cessar. Entendo a revolta de muita gente diante dos inúmeros e complicados impostos, que servem em boa parte para sustentar a gigantesca máquina pública, que não pára de crescer. Compreendo, diante de tanta burocracia e injustiças, a coragem de ser um empresário no Brasil. Mas, mesmo assim, como um bravo lutador, além do lucro por um bom trabalho, o empresário brasileiro tem que ter um orgulho líquido pelo que produz, como diz o publicitário Nizan Guanaes:

se, depois do lucro líquido, não sobrar orgulho, um dia provavelmente não vai sobrar nada para você contar. E criar orgulho é muito mais difícil do que criar lucro. Esse desafio, enorme, deve servir como novo combustível para impulsionar nossas empresas. Fazer lucro não fazendo a entrega certa é cuidar da sua cadeia produtiva de maneira vil: é não cuidar do funcionário, é não dar assistência e horizonte para ele, é só dar tapinha nas costas, é ser displicente com os fornecedores e com as comunidades envolvidas.

Ao contrário do que muitos pensam, as responsabilidades dos cidadãos não cessam com os impostos pagos, as guias quitadas. Aqui, na Agenda 2020, criamos a figura do Cidadão 2020, aquele que cumpre suas obrigações como um bom profissional e reserva tempo para algum trabalho voluntário em sua comunidade. E não termina aí: ainda busca o fortalecimento das instituições do seu País.

Recentemente, a empresa de consultoria Accenture anunciou resultados de pesquisa feita em parceria com a ONU. Um dos dados apresentados diz que 67% dos executivos acreditam que as empresas não estão fazendo o suficiente para responder aos desafios da sustentabilidade global. A pesquisa entrevistou mil CEOs no mundo inteiro. 78% deles disseram que veem a sustentabilidade como uma rota para o crescimento e para a inovação. Todavia, apesar dos esforços feitos pelas organizações, a sensação deles não é de melhoria e sim de estagnação.

A ideia é que esse cidadão, esse empresário, colabore mais com a sociedade, com seus colegas, tenha mais conectividade, confiança para a tomada de riscos e gere um ganho mútuo entre todos.

Aposto que existe uma boa parcela de gaúchos que pode e deve fazer muito mais por seus bairros, cidades e regiões. Gerações de gaúchos que ainda não nasceram serão grandemente afetados pelas escolhas que fizermos hoje. E quanto maior o negócio, maior a nossa responsabilidade com a comunidade ao lado e com o futuro. São os novos padrões de conduta do século XXI, da empresa 2020. É urgente refletir sobre o que não estamos fazendo.

Ronald Krummenauer, diretor executivo da Polo RS – Agência de Desenvolvimento e da Agenda 2020

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