Educação é mais do que salário

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libros_thumb[2] Mesmo sendo a educação um dos temas mais discutidos e debatidos no Rio Grande do Sul, o público principal, os estudantes, sofrem com greves, baixa qualidade e ausência de soluções. Eficiência? Desempenho? Nem por aqui, nem no Brasil. O estado que orgulhava-se de seus índices educacionais, sempre ponteando as primeiras posições do país, vê a questão sendo extremamente maltratada nos últimos anos por todos os agentes envolvidos. De um lado, o governo descumpre a lei e não paga aos professores o piso nacional. Do outro, o CPERS perde cada dia mais representatividade junto a sua classe, por ser incapaz de conquistar direitos aos professores e propor ao governo alternativas para a valorização da classe. Em meio ao debate salarial, vital para a melhoria da educação, porém sem a prerrogativa de ser a única medida a ser tomada, ficam os alunos quase sempre esquecidos por CPERS e pelos governos. Tente lembrar quando temas como as condições das salas de aula e a qualidade do ensino foram questionados nos últimos anos? Em campanhas eleitorais, tudo gira tão somente em torno da valorização dos professores. Essa valorização é reconhecida como fundamental para solucionar parte dos problemas, entretanto outros aspectos vitais vem sendo esquecidos, como a evasão escolar, por exemplo. Embora tenha sofrido uma pequena queda nos últimos anos, a taxa de abandono de estudantes no Rio Grande do Sul totalizou 10,3% em 2012 para o Ensino Médio. No Ensino Fundamental, as taxas são menores, não chegando aos 2%. Outra questão diz respeito às condições físicas dadas aos estudantes, como a qualidade das 79124 salas utilizadas tanto na rede estadual, municipal e particular. Basta uma visita a algumas escolas públicas, especialmente do interior do estado e nas periferias das grandes cidades, para percebermos o quanto ainda falta para que os estudantes tenham um ambiente agradável e propício ao ensino. Esses são apenas dois aspectos que não aparecem em nenhuma pauta quando o tema é educação, afora isso seria possível versar a respeito da má gestão dos recursos destinados para área. Um avanço na pauta quando se trata do tema é de suma importância para que tenhamos realmente uma educação de qualidade no Rio Grande do Sul. A Agenda 2020 possui propostas e projetos para melhorar a área, e considera fundamental um diálogo franco e aberto com toda a sociedade para evitar uma polarização do tema apenas na valorização profissional, mas que vá além, aprofundando-se nas causas da piora nos índices da educação gaúcha. Simone Bittencourt, voluntária da Agenda 2020

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