Cidades digitais

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Começam a operar ainda este mês os portais e os serviços de gestão, comunicação, educação e atendimento médico pela internet nos primeiros municípios de dezessete Estados que fazem parte do projeto-piloto do programa Cidade Digitais, do governo federal. A ideia é que até fevereiro do ano que vem todas as 80 cidades cadastradas na primeira fase do projeto já estejam com o sistema em operação.

O Ministério das Comunicações executa agora a licitação para a instalação de anéis de fibra ótica, de computadores e servidores. A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) já foi contratada para fazer a qualificação dos funcionários municipais que vão operar os equipamentos. A hospedagem, ponto crucial para o desenvolvimento do projeto, será feita em um programa de nuvem desenvolvido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). A inclusão digital vai permitir a matrícula nas escolas públicas pela rede e a marcação de consultas e exames hospitalares on-line, além de possibilitar maior eficiência e transparência da administração pública.

“O programa Cidades Digitais tem entre os objetivos a melhoria da gestão e da transparência da administração pública e do atendimento ao cidadão. Tudo hospedado no Serpro garante maior segurança aos dados”, diz Américo Tristão Bernardes, diretor de departamento de infraestrutura para inclusão digital da Secretaria de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações.

“A ideia em nuvem é pensar grande, mas começar pequeno. A partir de agora podemos atender todo o setor público”, afirma José Gomes Júnior, superintendente da superintendência de centro de dados do Serpro (Supcd/Serpro).

A primeira nuvem pública do Brasil começou a ganhar forma há um ano e meio, quando técnicos do Serpro começaram a trabalhar num projeto de venda da infraestrutura digital que fora desenvolvida para atender as áreas internas do Serpro. O primeiro cliente do sistema de armazenamento foi o Ministério do Planejamento, com o portal dados.gov. A tecnologia envolve hardwares, camadas de segurança, de orquestração com software openstack, de virtualização e de infraestrutura física, com diversos servidores.

Os investimentos de R$ 8,9 milhões incluem ainda a estrutura de rede contratada a empresas de telecomunicação. Na camada de gerenciamento e orquestração, 100% dos softwares são livres – o que gera uma economia de investimento de R$ 4,5 milhões.

“O programa Cidades Digitais é o nosso primeiro modelo. Além de permitir um maior controle do município, tem o ganho do cidadão. Do ponto de vista da prestação do serviço é possível imaginar que a partir de agora qualquer cidade contrate seu centro de dados, baseado em território nacional, com garantia de segurança da informação”, diz José Gomes Júnior, da Supcd/Serpro.

Os municípios selecionados para o projeto-piloto do programa Cidades Digitais foram escolhidos por critérios que levaram em conta o índice de desenvolvimento humano, aqueles que têm população menor que 50 mil moradores e capacidade de se conectar à internet, mas com dificuldades de acesso. 60% são das regiões Norte e Nordeste e o restante do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A implantação da infraestrutura digital foi orçada em R$ 600 milhões. Para cada cidade deve custar em média R$ 700 mil.

Na primeira fase, o programa procurou priorizar ainda os municípios que não têm um portal público. Eles representam metade das cidades que integram o projeto-piloto. A próxima etapa do projeto deve atender mais 200. No último ano, o Ministério das Comunicações se empenhou no desenvolvimento de aplicativos nas áreas tributária, financeira, educação e saúde, além de programas de transparência. Para os municípios que não têm páginas na internet será oferecida uma solução padronizada de portal. “A nuvem do Serpro dá escala ao projeto. O desdobramento para mais cidades vai baratear muito o projeto”, diz Américo Tristão Bernardes, do Ministério das Comunicações.

Fonte: Paulo Vasconcellos / Valor Econômico

 

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