Líder atrapalhado

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confusionO Brasil  sempre lidou mal com a posição de líder político e econômico na América Latina. Apesar das dimensões continentais, a gestão interna nunca deu ao País condições para ser modelo na política externa.

E quando precisa exercer esse papel, mesmo hoje, com uma estabilidade econômica mais consolidada, se atrapalha bastante.

O caso do senador boliviano que pediu asilo político só expôs com maior veemência este defeito. Em questões diplomáticas, ideologias só atrapalham. Ficou claro, nesse caso, que o governo Dilma Rousseff, por uma afinidade com o presidente boliviano Evo Morales, resistia a dar abrigo ao parlamentar, que faz oposição ao governo boliviano.

De uma outra maneira, a atuação do Brasil em relação à Argentina também é desastrosa.

O governo parece agir com medo de colocar em prática retaliações que seriam perfeitamente cabíveis, dada a postura do governo vizinho em relação aos produtos daqui.

Um “populismo empresarial”, colocado em prática em nome do continuísmo, da solução fácil e simplista que provoca falsos benefícios.

Não é o caso de usar força ou fazer ameaças, isso não é diplomacia. Assim como não é diplomacia tentar jogar panos quentes em tudo por conta da ideologia pseudo-esquerdista de Bolívia e Argentina.

O Brasil precisa procurar um equilíbrio, se realmente tiver interesse em tornar bem-sucedido o Mercosul. E garantir, acima de tudo, que a democracia seja plenamente praticada em todos os países da região.

Isso inclui dar asilo a um senador que, com razão ou não, se sente ameaçado em seu país.

Fonte: Editorial DCI 

 

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