A ordem é espalhar, para não morrer na praia

Compartilhe:Share on FacebookShare on Google+Share on LinkedInTweet about this on TwitterEmail this to someone
espalhar

No mundo da comunicação digital, tudo se cria, tudo se transforma – com transbordamento de forças evolutivas para outras áreas. Renova-se, então, a busca de entendimento do sentido e da extensão dessas mudanças, que são de meios e de fins. É do que trata o livro  “Spreadable Media”.

O assunto é um modelo emergente de circulação de conteúdos, híbrido, no qual uma mistura de forças de análise e síntese determina os modos pelos quais aquele material é compartilhado, num mesmo espaço cultural ou entre espaços diferentes, que se aproximam em função dos interesses de comunidades ou por razões comerciais. Criam-se, assim, valor e significado em múltiplas economias de um universo de mídia desordenado por natureza, mas orientado por uma lei determinística. Como dizem os autores, “nossa mensagem é simples e direta: o que não se espalha morre” (If it doesn’t spread, it’s dead”).

Não se trata da circulação convencional, equivalente, por exemplo, à distribuição de exemplares de uma publicação em determinada área geográfica, à dimensão do público que assiste a um filme ou à audiência de televisão. A nova circulação é expressão de um movimento em direção a um modelo mais participativo de cultura, “que vê o público não como simples consumidores de mensagens preconstruídas, mas como pessoas que dão forma, compartilham, reenquadram e recombinam conteúdos de mídia que talvez não tenham sido previamente imaginados”. E fazem isso não como indivíduos isolados, mas como integrantes de grandes comunidades e redes, o que lhes permite, por meio de diferentes plataformas, disseminar conteúdo para muito além de suas proximidades geográficas imediatas.

O livro mostra a mídia digital, e seu uso em redes, comandando mudanças radicais, ao estimular a reconceituação de outros aspectos da cultura moderna, ao requerer que se repensem relações sociais, que se reimagine a participação cultural e política, que se revejam expectativas econômicas e que se reconfigurem estruturas legais e institucionais.

Fonte: Por Cyro Andrade | Valor Econômico 

 

Compartilhe:Share on FacebookShare on Google+Share on LinkedInTweet about this on TwitterEmail this to someone