O raciocínio e a emoção

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“Como a mente humana toma decisões” foi outro painel do 19º Festival Mundial de Publicidade de Gramado. O neurocientista e coordenador de projetos científicos do Instituto do Cérebro da PUCRS, André Palmini, foi o palestrante convidado para falar sobre o assunto. O diretor de Planejamento da F/NazcaSaatchi & Saatchi, André Foresti, e o consultor criativo da Gustavo Mini Serviços Criativos, Gustavo Mini, foram os debatedores, e o presidente do Festival, Mauro Dorfman, o moderador do painel.

Palmini abordou o tema do Festival Razão & Emoção baseado na neurociência, sua área de estudo. Contou que uma das publicações da área de maior repercussão sintetiza um conjunto de pesquisas que mostra que, na verdade, pensar e utilizar a razão são intensamente moduláveis pelas emoções. “As decisões que tomamos estão diretamente ligadas às lembranças que temos do passado e as consequências que acarretarão no futuro. O raciocínio, que sempre se pensou ser racional, hoje, a ciência sabe que é mais emocional”, afirma.

O neurocientista explicou que cada experiência que a pessoa tem na vida gera uma “marca” e as emoções registram essas experiências. Essas “marcas” ficam armazenadas em redes neurais no cérebro e, quando ocorrem situações semelhantes, elas evocam não só a memória do fato, mas como também o emocional. “São essas marcas que geram os pensamentos emocionais e racionais”, finaliza.

André Foresti afirmou que as pesquisas hoje estão sendo muito discutidas e que a área da neurociência vem para salvar os publicitários e comunicadores. “A ciência pressupõe diminuir os erros e está ficando cada vez mais difícil para nós, do planejamento. Planejar é estratégia, um ato de escolha e, em algum momento, precisamos assumir esses riscos”, concluiu.

Traçando um paralelo entre as duas áreas – neurociência e comunicação – Gustavo Mini, afirmou que o principal trabalho da comunicação corporativa em geral é ajudar as pessoas, os clientes, a fazerem a melhor escolha, de um jeito que atinja seu objetivo – o público-alvo. O presidente do Festival, Mauro Dorfman, destacou que para qualquer atividade, é preciso assumir o risco de errar.

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