O processo criativo exige honestidade

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Moment-of-truth

O início da tarde do segundo dia do 19º Festival Mundial de Publicidade de Gramado foi marcado pela palestra de Morihiro Harano, fundador e diretor da agência Mori Inc. e jurado nos festivais de Cannes de 2012 e 2013, que falou sobre Tecnologia e Mercado. Ele apresentou diversas campanhas da sua carreira.

“Quero falar sobre três coisas essenciais: o que devemos fazer, onde estão as oportunidades e como devemos fazer. Além disso, quero pedir para que vocês não troquem porcaria por porcaria para ganhar uma porção de dinheiro”, disse. Harano fez um comparativo entre o produto bom e o ruim e de que forma os futuros publicitários podem lidar com isso. “O iPad, por exemplo, não necessita de propaganda, pois o twitter e o facebook já compartilham o produto. No entanto, para muitos produtos devemos usar nosso poder de criação”, revelou.

A proposta de Harano foi fazer a narrativa de suas ideias por meio das campanhas criadas pela Mori Inc. “É necessário criar novas formas de fazer as campanhas, transformando-as. Nos últimos 60 anos, os únicos negócios que não mudaram a forma de fazer as coisas foram os restaurantes e as agências de publicidade”, revelou. O publicitário destacou algumas inovações que está fazendo em sua agência. “Não apresentamos mais imagens e palavras sobre nossas ideias aos clientes. Nós apresentamos um protótipo real da ideia”, explicou.

Para criar novas formas de realizar campanhas, ele acredita que é preciso relacionar a obra com a vida do publicitário. “Primeiro pense em alguma coisa grande, uma memória sua que possa ser compartilhada com o público”. Além disso, Harano disse que as pessoas deveriam trabalhar pela ideia e não pelo cargo que desejam ocupar. “A coisa mais importante para o processo criativo é a honestidade. Seja honesto com o cliente. Se você acha que o design do produto dele é muito ruim, diga a ele. A maioria das agências quer manter a relação com o cliente na superfície”, afirmou. Cliente e criador, segundo o publicitário, devem saber que ao criar algo inovador é necessário assumir o risco. “Criatividade está ligada diretamente ao risco e essa é uma boa forma de ser honesto”, concluiu.


Promovido pela Associação Latino-Americana de Agências de Publicidade (ALAP), o Festival é considerado o maior evento do setor na América Latina e o terceiro do mundo, e se consagra como um ponto de encontro, discussão e análise do segmento publicitário, passando por temas de interesse de profissionais, agências e mercado.  

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