Gastos com P&D engordam o PIB e fazem crescer

Compartilhe:Share on FacebookShare on Google+Share on LinkedInTweet about this on TwitterEmail this to someone

 for economic success innovation and inspiration are needed

Empenhado em estudos sobre a melhor fórmula de cálculo de seu Produto Interno Bruto, o governo dos EUA pensa em incluir nos cálculos os gastos com pesquisa e desenvolvimento.

Segundo o jornal britânico “Financial Times”, a atualização dos critérios, que não mudam desde 1999, poderá elevar em até 3% o tamanho da economia americana.

Hoje, as somas aplicadas em P&D são consideradas custos. Mas se concluiu, corretamente, que devem se lançadas como investimentos.

Com a mudança, diz o FT, estados que sediam, por exemplo, centros de pesquisas militares, vão subir de patamar.

Esse será o caso do Novo México, que terá seu PIB elevado em 10%, e de Maryland, com mais 6%.

Nesses tempos de sentimento latino-americano exacerbado, não importa que o exemplo tenha vindo de Washington.

O que representa um formidável salto qualitativo é a conclusão (tardia, por sinal) de que as cifras desembolsadas em pesquisa e desenvolvimento não devem ser tratadas como despesas, mas, sim, como aposta no progresso e na ciência.

Sem desmerecer a mão de Deus, o futuro de um país depende dos investimentos em P&D.

Se a Coréia do Sul chegou ao padrão tecnológico de hoje, com empresas do porte da Samsung, da LG, da Kia e da Hyundai, foi porque investiu pesadamente nessa direção.

Os coreanos aplicam em P&D cerca de 3,5% do PIB. O ranking porporcional é liderado por Israel, com cerca de 4% do PIB.

O Brasil evoluiu nos últimos anos para algo em torno de 2% do PIB. Em números absolutos, a liderança cabe aos EUA, com quase US$ 400 bilhões, seguido de longe pelo Japão e pela China.

O Brasil tem galgado posições, mas ainda aparece abaixo dos dez primeiros colocados.

Daqui para frente, o ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, terá mais um forte argumento para convencer o Palácio do Planalto e o Ministério do Planejamento a ampliar o orçamento de sua pasta e dos institutos de pesquisas oficiais.

Se tornará mais fácil arrancar recursos para as bolsa de estudos do CNPQ e da Cape. A própria Embrapii, empresa de pesquisa para o setor industrial, poderá voar mais alto.

Nesse exato momento, está na mesa do ministro da Fazenda o pedido das empresas que investem em P&D para que suas folhas de pagamento também sejam beneficiadas com a desoneração fiscal.

Nada mais justo. Como bem ressaltou a reportagem do FT, se a produção da Apple contribui para o aumento do PIB dos EUA, iPads e iPhones só conquistaram o mundo porque representam um salto tecnológico.

Que fique bem claro na cabeça de nossas autoridades e também do Congresso Nacional ao definir as prioridades orçamentárias. Inovação é a palavra-chave.

E os investimentos em pesquisa e desenvolvimento são essenciais para o crescimento do país.

Fonte: Octávio Costa , editor-chefe do Brasil Econômico (RJ).

 

 

Compartilhe:Share on FacebookShare on Google+Share on LinkedInTweet about this on TwitterEmail this to someone