Falta de tempo é obstáculo para a inovação nas empresas latinoamericanas

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Apresentação1

 

 

A Fundação Dom Cabral, 8ª melhor escola de negócios do mundo segundo o ranking de educação executiva 2012 do jornal Financial Times, realizou, em parceria com a Rede Enlaces (Escolas de Negócios da América Latina pelo Crescimento Econômico Sustentável), a pesquisa Inovação na América Latina, cujo objetivo foi analisar o desenvolvimento e a gestão da inovação empresarial na região. A pesquisa foi conduzida junto às outras três escolas de negócios latinoamericanas que integram a Rede – Universidade de San Andrés (Argentina), Universidade de Los Andes (Colômbia) e Universidade de Chile (Chile) -, contando também com o apoio das escolas IESA, da Venezuela; ESAN, do Peru; e ITAM, do México.

Foram consultadas 439 empresas de setores e portes variados de sete países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru e Venezuela. O estudo revela que, apesar de ser um dos pilares estratégicos das empresas e reconhecida como ‘fonte de diferenciação no mercado’, a inovação ainda é uma tarefa difícil para as companhias latinoamericanas.

A inovação é considerada uma estratégia importante para 75% das empresas consultadas. A pesquisa aponta, porém, que as empresas enfrentam entraves para o seu desenvolvimento, como a baixa tolerância aos riscos do processo inovador, em especial os financeiros, a excessiva orientação para resultados no curto prazo e os altos custos inerentes à inovação.

“A inovação exige liberdade de rotina para a criação e isso toma tempo, e tempo é um fator crítico quando se pensa no curto prazo. Há também um pragmatismo por parte das empresas, que inovam para alcançar melhores condições competitivas e não para inaugurar novos mercados ou ampliar os setores em que atuam”, revela Carlos Arruda, Coordenador do Núcleo de Inovação da Fundação Dom Cabral e um dos responsáveis pela pesquisa.

A pesquisa aponta ainda que a maioria das inovações implementadas pelas empresas na América Latina se limita a ações internas à organização. “É preciso que as empresas dos países latinoamericanos aumentem seus esforços para desenvolver inovações que impactem, de forma contundente, o mercado nacional e internacional”, conclui Arruda.

 

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