Os concertos da OSPA, da Orquestra de Câmara Theatro São Pedro e do StudioClio

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Na terça-feira a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre realizou seu 3º Concerto Oficial da atual temporada, com a apresentação do Concerto para violoncelo de Antonín Dvorák com a solista Inge Volkmann e do Te Deum de Anton Bruckner, com a participação dos solistas Lilian Giovanini, Luciana Pansa, Jean Nardoto e Daniel Germano.Os apreciadores da música clássica estão atravessando uma semana pródiga, tal na quantidade bem como na qualidade do que está sendo oferecido numa série de concertos. Na última segunda-feira, a Orquestra de Câmara Theatro São Pedro deu início a sua temporada, com um magnífico concerto. Este apresentou a Quarta Sinfonia de Beethoven, bem como inovou com a apresentação do Concerto para dois Pianos de Francis Poulenc, interpretado pelos solistas Olinda Allessandrini e Paulo Zereu.

O espetáculo da quinta-feira realizou-se no STUDIOCLIO, e teve como tema Um Piano para Dois. Na oportunidade, o Duo Alessandrini – Zereu iniciou a noite com a Sonata em dó menor, K 521, de Mozart e a Fantasia em fá menor, op. 103 de Schubert, a Sonata para piano a quatro mãos de Francis Poulenc e Três Danças Eslavônicas de Dvorák.  O concerto foi encerrado com Libertango, de Astor Piazzola.

Na coluna de hoje vamos nos dedicar às duas obras do concerto da OSPA.

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O segundo Concerto para Violoncelo é uma das grandes composições escritas por Dvorák durante sua estadia nos Estados Unidos. Trata-se do mais popular de seus trabalhos e é considerado o mais conhecido concerto escrito para este tipo de instrumento. Um amigo de Wagner, o cellista Hanus Wihan solicitou que Dvorák escrevesse este concerto. O próprio Wihan foi o intérprete principal quando da estreia desta obra.

Ela possui uma melodia muito rica, cheia de profundos sentimentos. O último movimento foi revisado pelo autor após a morte de sua esposa. A experiência de Dvorák como dirigente musical capacitou-o a evitar os tradicionais problemas de balanceamento que sempre surgem ao escrever a orquestração que acompanha um instrumento solo de baixo registro. A experiência do autor com a sonoridade orquestral e da diferenciada qualidade da textura do cello fazem desta grande e emotiva peça uma de suas grandes conquistas como compositor.

O Te Deum de Anton Bruckner.

Através dos tempos, grandes compositores, partindo de Lully, Haydn e Mozart e mais tarde Berlioz, Mendelssohn, Verdi e Britten, compuseram o seu Te Deum, música utilizada na Igreja Católica, bem como na religião Anglicana e Protestante. O Te Deum é utilizado para celebrar grandes eventos, como a eleição de um novo Papa, a consagração de um Bispo, a canonização de um Santo e até no caso de uma coroação real. Esta música litúrgica também é conhecida como Hino Ambrosiano, já que o primeiro Te Deum Laudamus foi escrito pelo Bispo Ambrósio de Milão no ano 387.

Bruckner começou a trabalhar em seu Te Deum em maio de 1881, mesmo período em que escrevia sua Sétima Sinfonia. Após uma série de interrupções, a obra foi concluída em março de 1884. A primeira execução, regida pelo próprio autor, foi realizada em Viena no dia 2 de maio do mesmo ano. Na ausência de uma orquestra, a música foi interpretada em dois pianos, por Robert Erber e Joseph Schalk.

Sua primeira apresentação completa, com orquestra, coro e solistas foi regida por Hans Richter no dia 10 de janeiro de 1886.

Certa vez o maestro Daniel Barenboim, hoje um dos maiores especialistas em Bruckner após a morte de Günter Wand, declarou: uma orquestra sinfônica que nunca interpretou uma obra de Brukner jamais poderia ser reconhecida como tal. Pelo visto nossa orquestra sinfônica merece o reconhecimento de Barenboim, já que a música de Bruckner faz parte de seu repertório. Aproveito a oportunidade, para sugerir a inclusão numa próxima temporada da OSPA, da Sétima ou da Oitava Sinfonia de Bruckner.

Clique aqui para assistir a 1ª parte do Concerto para Violoncelo, de Dvorák, com Rostropovich:

 

Clique aqui para assistir ao Te Deum de Bruckner:

 

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torelly@polors.com.br

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