A tecnologia e a revolução educacional

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educacao_2_perspectiva_19_isaeA educação também se prepara para uma revolução. Há um ano estive em Madri, na Espanha, onde participei de um encontro mundial de educadores conectados pelas redes sociais, que anualmente se reúnem em algum lugar do mundo para entender o ensino do século 21.

A conclusão a que chegamos é que somos, e seremos, educadores e estudantes durante toda a vida. O modelo educacional secular, no qual um fala e outros escutam já se esgotou.

No mundo conectado há três tipos de aluno: aquele que, em silêncio, presta atenção a tudo; outro que precisa conversar e pesquisar em rede; e um terceiro que precisa ver, sentir e tocar para aprender.

O espaço físico e as aulas cronometradas não fazem mais sentido. A educação  repetitiva e decorativa torna-se obsoleta com toda a informação do mundo  absolutamente disponível.

No entanto, frequentar uma escola ainda é importante para compartilhar os  valores da sociedade, para o coletivismo e para o trabalho colaborativo e em  rede, três conceitos fundamentais para qualquer um crescer na vida e na carreira.

O professor não é mais o dono do conhecimento, mas sim o maestro do aprendizado  em rede. Em um mundo atolado de informação, cada dia mais, ele terá o papel de  curador da sabedoria das multidões.

Sim, teremos de estudar durante toda a vida. Em uma época, você será talvez um  administrador, depois um professor, um empreendedor, um artista, um vinicultor.  Não é fantástico? Prepare-se para essa realidade.

Como? Corra e volte a estudar. Ao planejar seu aprendizado em 2013, mude sua  postura na sala de aula, seja simultaneamente um contestador, um pesquisador e  um educador.

Ficar sentado, esperando receber o conhecimento do professor, é um  comportamento do século passado. Estude pelo prazer.

Se for fazê-lo por obrigação ou apenas para conseguir uma promoção, é melhor  nem começar. Será pior para você.

E faça mais: participe de grupos de estudos on-line, que se organizam na  internet, mas que realizam encontros presenciais periódicos, participe de  trabalhos voluntários, de saraus de poesia, de debates e trocas de ideias.

Neste mundo, em que a simples troca de informação é um motor de grandes  mudanças, seu diploma tem prazo de validade curto.

Mantenha a calma, vá em frente e sempre pense: que futuro estou construindo para nós e para o mundo?

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Por: Gil Giardelli, autor do livro “Você é o que você compartilha”, e especialista no Mundo.com, é também professor nos cursos de Pós-Graduação e MBA do Miami Ad School e do Centro de Inovação e Criatividade (CIC) da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), em São Paulo, e da FIA-LABFIN/PROVAR em São Paulo.

Originalmente publicado no Portal Fator Brasil

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