Um mundo muito tecnológico e movido a velas

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Die Reflexion der Kerzen im Fenster

…repare que, em meio a toda essa tecnologia, estamos ficando cada vez mais místicos. Temos muitas velas em casa. Você tem? Eu tenho. Muita gente tem. Para colocar sobre a mesa naquele jantar especial. Para colocar em torno da banheira num banho relaxante. Para enfeitar a casa recebendo visitas. Para decorar a festa. Para iluminar seu caminho, acendendo junto ao oratório na parede. Para agradecer pelas conquistas de hoje. Para comemorar com seu cônjuge ou para simplesmente criar um clima especial num jantar em casa sem nenhum motivo. Observe as velas na maioria dos restaurantes também. Boa parte deles coloca velas sobre as mesas. E gostamos desse clima meio místico que as velas dão.

Se você há algum tempo ouvisse de um amigo que ele investiria todo o seu dinheiro numa fábrica de velas e que gostaria de tê-lo como sócio, você riria da situação e tentaria demovê-lo dessa ideia. Uma indústria de velas nos tecnológicos anos 2000 não pareceria sensato, certo? Mas veja o que isso se tornou. Nunca se vendeu tanta vela como hoje em dia. Temos velas por todos os lugares em 2012, quando estamos assistindo à possibilidade de fazer transmissões de dados pelo copro humano, com a mais alta tecnologia. Estranho, não?

Equilibrando-se entre os extremos

Porque o ser humano tem buscado cada vez mais, nesses tempos velozes, um contraponto que possa fazê-lo enxergar com mais segurança o que estamos atravessando e que não conhecemos.

Então, me parece que, em vários aspectos da nossa vida, o comportamento é paradoxal, buscando sempre os extremos. Vivemos dos contrários: se tudo fica muito veloz, prezamos o lento como se fosse um remédio para suportar a mania do fast. Se tudo fica muito tecnológico, buscamos o subjetivo, o que não é muito lógico e racional, e nos apegamos ao místico. Buscamos a cura de um extremo na outra ponta da régua, na esperança de conquistar o equilíbrio.

E você verá que nosso comportamento típico tem muito mais dessas contradições  em várias outras áreas: nas artes, na música, no design, na moda. São vários outros paradoxos numa era de busca de equilíbrio entre os extremos.

Fonte: Paixão e Significado da Marca, de Arthur Bender ( páginas 191 e 193)

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