Ação que promove reação

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O faturamento de R$ 2,5 bilhões na 14ª Expodireto é resultado de uma ação conjunta que unifica iniciativas públicas e privadas. As duas pontas deste enlace têm interesse em agregar suporte para a agricultura, viabilizando novas alternativas para o trabalho do homem no campo. Seja nas grandes empresas ou na agricultura familiar, a mecanização otimiza o tempo de trabalho e customiza o processo. Gera renda, emprego, revigora a infraestrutura, atinge uma rede produtiva que está interligada desde o uso da terra até passar por todo o processo produtivo e virar comida na mesa, o legado mais emblemático da agricultura brasileira.

A preocupação do Simers não se restringe à modernização de lavouras, mas estende-se a elaborar propostas geradoras de soluções diante das dificuldades que impeçam ou comprometam o trabalho de quem vive do campo. Lendo a matéria de Zero Hora sobre a queda do PIB em decorrência da estiagem, mostrando como providências os programas de irrigação, lembrei-me de algumas reuniões que tive com o governo do Estado. Esses encontros chamam-se de “Conselhão”, no qual colocamos em pauta assuntos pertinentes à sociedade, no meu caso, buscando alternativas de vendas de máquinas agrícolas para melhorar o trabalho no campo. Por isso, sugeri que fosse implementado um plano específico de irrigação para ser proativo em períodos de falta de chuva. Esse projeto visava favorecer a aquisição de equipamentos voltados para irrigação, proporcionando ao produtor uma forma de manter a lavoura e garantir a venda dos grãos mesmo com a escassez. Sabemos que essa estiagem vem de longa data e que a repercussão dela estende-se para outros âmbitos econômicos e sociais.

Cedo ou tarde, o que devemos considerar é que houve uma mudança de atitude para sanar este quadro que assola a realidade do produtor gaúcho. Pode não ter ocorrido antes porque não tínhamos tecnologia nem conhecimento necessário para produzir equipamentos tão modernos e tão capazes de agir em situações precisas. Mas aconteceu este movimento sugerido pelo Simers e que foi “abraçado” pelo governo estadual. A Fiergs também concedeu total apoio ao Simers e ao governo do Estado para concretizar de fato essa ideia, que não soluciona a questão, mas oferece um caminho viável para conviver com a seca.

Na Expointer 2012, a irrigação virou ação, virou promoção e virou resultado. Lançamos a Quadra da Irrigação, uma área com indústrias voltadas para equipamentos de irrigação. A procura foi alta. Indústria e agricultor saíram satisfeitos. Dois elos da cadeia produtiva que se completam e complementam-se beneficiados pelo exercício de um olhar que não fica restrito ao seu campo. Além disso, o Plano Estadual de Irrigação está em vigor. Esta é a missão da mecanização: pensar no todo, no conjunto, no processual. O isolamento e a fragmentação setorial perdem espaço para uma visão sistêmica que contempla o fluxo orgânico que participa de cada etapa.

Estamos empenhados em fazer valer esta visão, na qual o coletivo se sobrepõe à singularidade, uma visão ousada e perspicaz que exige muito diálogo, negociação, parceria, mas que estamos dispostos a seguir com essa linha de frente. Junto com as outras instituições religamos nossas energias, ideais, foco, dinamismo e ação em favor da vida ativa e produtiva do campo.

Fonte: Cláudio Bier /Presidente do Simers (Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul) e vice-presidente da Fiergs.

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