Rodovia e progresso

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Em 1950, JK é eleito governador de Minas Gerais com o slogan “Energia e Transporte” e em seu mandato construiu mais de 900 quilômetros de estradas. Ao assumir a presidência em 1955, Juscelino estabeleceu, na Meta nº 8 de seu plano, a construção de 10 mil quilômetros de rodovias. O Brasil dispunha de 20 mil quilômetros de estradas federais, dos quais apenas 800 quilômetros com asfalto. Ao final de seu governo, deixou um legado de 24 mil quilômetros de rodovias construídas, avançando 50 anos em cinco e mudando a face de nosso país.

Seis décadas depois, a prioridade do nosso tempo é o transporte. O deslocamento de pessoas e da riqueza passou a ser o grande desafio nas regiões metropolitanas do país. A solução para a mobilidade exige investimento e planejamento.

É hora de tomar decisões que impactarão o futuro, como fez JK há 63 anos. Felizmente, com os presidentes Lula e Dilma, a nação voltou a planejar e investir em infraestrutura. O PAC está para o Brasil de hoje como o Plano de Metas esteve para o Brasil do passado.

Para buscar recursos vitais para obras estratégicas, o presidente Lula lançou em 2003 a proposta das parcerias público-privadas (PPPs). Ideia que a presidenta Dilma, de forma corajosa, vem colocando em prática. Sem preconceitos, Lula e Dilma buscaram investimentos para resolver os problemas de infraestrutura de nosso país e retomar o papel empreendedor do Estado.

O Rio Grande do Sul vive os dilemas da mobilidade. A região metropolitana de Porto Alegre, com 40% da população do Estado, sente todos os dias as consequências da segunda rodovia mais movimentada do país. Pela BR-116 circulam mais de 130 mil veículos por dia e 65% da economia gaúcha. Os engarrafamentos constantes geram a cada ano um prejuízo de R$ 624 milhões, e os acidentes têm um custo anual de R$ 91 milhões.

A solução está na implantação do Anel Viário Metropolitano, com a construção da Rodovia ERS-010, prevista desde 1976. Os prefeitos da Região Metropolitana vêm discutindo o tema com o governo do Estado desde agosto de 2009. Diante das condições econômicas do Tesouro Estadual, propomos uma PPP e entregamos ao governador Tarso Genro alternativas para viabilizar o investimento.

A decisão cabe ao governador, mas não se trata de uma questão simples. Gestor eficiente e inovador, Tarso Genro tem razão em discutir com cautela e parcimônia, pois sua decisão impactará os próximos nove mandatos dos futuros governadores. O Rio Grande sabe da importância desta obra, mas chegou o momento de nos unirmos para, sem disputas políticas, construirmos a solução. É hora de a rodovia gerar progresso.

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Autor: Jairo Jorge que é Prefeito de Canoas

Artigo originalmente publicado no jornal Zero Hora

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