Os reis da Valsa Vienense (II)

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Johann Strauss II

Após suas desventuras pelos países balcânicos e pela România, Johann Strauss II retorna com seus amigos para Viena. Encontra seu pai extremamente debilitado e logo se reconcilia com o mesmo. A doença do “velho” Strauss se agrava e ele vem a morrer aos 45 anos, em setembro de 1849. Johann Strauss I deixa o mundo no auge da fama, considerado o inventor da valsa vienense, sinônimo universal de musica alegre e romântica. Ele jamais intuiu que seu filho, preparado para ser um banqueiro, conseguiria levar às alturas a fama de seu sobrenome e a glória da valsa.

Johann Strauss II uniu grande parte dos músicos que o acompanharam na viagem até Bucareste com os remanescentes da orquestra do pai. O público do Prater volta entusiasmado a aplaudir aquela majestosa formação musical dirigida novamente por um Strauss. A orquestra faz uma turnê pelas principais capitais europeias e seu jovem dirigente é consagrado como o novo Rei da Valsa.

Em todas as cidades surgem orquestras vienenses, que interpretam para extasiados bailarinos as novas valsas de Strauss. Künstlerleben -Vida de Artista- e o célebre An der schönen blauen Donau – estreado em 1867, conhecido por nós todos como O Danúbio Azul, tornaram-se os maiores sucessos da história da música.

Strauss sente a necessidade de dedicar mais tempo a escrever novas músicas, não só pelo prazer do trabalho de composição, como também pelos direitos autorais, bastante expressivos em comparação a arrecadação de ingressos de sua orquestra. Assim como seu pai assumiu a orquestra de Lanner, Johann entrega seu conjunto ao trompetista Oberon e aos irmãos Josef e Eduard Strauss que poderiam substituí-lo, sem por em risco a qualidade e o estilo do conjunto musical.

Strauss só volta a dirigir os músicos na abertura da temporada vienense, ao estrear uma de suas novas valsas ou por ocasião de uma importante gira pelo exterior. Em 1872 Strauss faz sua primeira viagem para os Estados Unidos onde participou de aclamados concertos em Nova Iorque e Boston. A essas alturas o mundo se deliciava com novas valsas de sucesso, como Contos dos bosques de Viena, Vinho, mulheres e canções e Sangue Vienense.

Strauss, após compor centenas de valsas e danças populares, decide explorar novos estilos. Assim como o francês Offenbach colocara na moda a opereta, descendente direta da ópera cômica, o compositor austríaco decide abordar o gênero com um toque vienense.

Ainda não muito seguro no novo estilo, ele compõe em 1873 O carnaval em Roma. No ano seguinte, ele atinge seu grande sucesso com o lançamento de Die Fledermaus –O morcego- uma das poucas peças do gênero que seguem permanentemente em cartaz. Johann obtém novos êxitos com suas operetas, com Uma noite em Veneza (1883) e em especial com O barão cigano, estreada em 1885.

Strauss não deixa de compor novas valsas que alimentam sua fama e sua orquestra, como a magnífica e célebre Valsa do Imperador. Strauss já está com 63 anos e nenhum concorrente conseguiu atingir sua fama. Apenas merece destaque o compositor Emil Waldteufel, francês nascido em Estrasburgo, cujas valsas ao estilo vienense triunfam na França, Alemanha e Inglaterra. Ele jamais chegou fazer sombra à família Strauss, mas foi o único compositor da época que nos legou alguns clássicos como Estudantina e A valsa dos patinadores.

Johann Strauss II morreu em Viena, no dia três de junho de 1899 aos 73 anos de idade. À época foi comparado com o maior compositor de Viena, Johannes Brahms. O crítico Eduard Hanslick escreveu em seu jornal:

A música de Brahms é a alma de Viena e a de Strauss é seu perfume.

Brahms era um assíduo assistente dos concertos vespertinos de Strauss, oferecidos no Prater e lamentava não ter sido o compositor de O Danúbio Azul.

Clique aqui para escutar a Valsa do Imperador de Johann Strauss II:


 

Clique aqui para escutar A Valsa dos patinadores, de Emil Waldteufel:

 

torelly@polors.com.br

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