Leitura para as Férias

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Tendo em vista a temporada de férias, trago aos meus leitores, algumas sugestões aos que aproveitam parte de seus dias de lazer para dedicar-se a uma boa leitura. Os títulos não foram inspirados nas clássicas listas dos Mais Vendidos. Trata-se de obras que abordei nos últimos meses e cuja leitura resultou em bom entretenimento e aprendizado.

Na área de ficção, recomendo a Trilogia do século, de Ken Follet. Já estão disponíveis nas livrarias os dois primeiros volumes: Queda de Gigantes e Inverno do Mundo. A trama de Follet entrelaça personagens fictícios e reais, como o rei Jorge V, o Kaiser Guilherme, Woodrow Wilson, Winston Churchill e os revolucionários Lenin e Trotski. A Queda de Gigantes tem início no despertar do século XX cujos principais cenários são as trincheiras da Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa. O autor narra a saga de cinco famílias, de diferentes nacionalidades: inglesa, galesa, alemã, russa e americana. No decorrer do livro, o destino dos principais personagens irá se entrelaçar e cada um deles analisa sob seu prisma as transformações por que passa o mundo nos primeiros vinte anos do novo século.

O Inverno do Mundo tem início com a ascensão do III Reich, a Guerra Civil Espanhola e a Segunda Guerra Mundial. As cinco famílias já estão na segunda geração. Follet analisa com precisão o contexto histórico e mergulha o leitor em um mundo agitado por um turbilhão social, político e econômico. O segundo volume termina com o final da II Grande Guerra e o despertar da era nuclear.

Aguardamos a continuação desta saga a ser lançado brevemente, que nos fará mergulhar no período da Guerra Fria.

Imagem3 Imagem4Tendo em vista a escassez comercial de uma bibliografia sobre a história do Rio Grande do Sul e de nossos vizinhos Uruguai e Argentina, recomendo o romance histórico 100 Anos de Guerra no Continente Americano. A obra foi editada em dois volumes, intitulados Rios de Sangue e Cinzas do Sul, e escrita pelo jornalista José Antônio Severo. O autor narra a formação da identidade latino-americana em meio a conflitos que se arrastaram por várias décadas. O personagem principal é Manuel Luís Osório que já aos quinze anos participou da Guerra da Cisplatina. Irão desfilar neste livro, figuras ímpares como Artigas, Lavalleja, Rivera, Oribe, Mitre, Rosas, Urquiza, Mallet, Netto, Canabarro, Solano Lopes e personagens que se destacaram, ora na pacificação dos conflitos em diversos estados brasileiros, como Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias ora na economia, indústria, finanças e transportes como Irineu Evangelista de Souza, o Visconde de Mauá.

Além da Guerra da Cisplatina, a obra aborda com riqueza de detalhes, a Revolução Farroupilha, a formação política do Uruguai e Argentina, a campanha de uruguaios e brasileiros contra o tirano Juan Manuel Rosas, seguido pela Guerra do Paraguai e suas históricas batalhas do Riachuelo e Humaitá. A obra de Severo nos reconecta a nomes associados ao nosso cotidiano, mas ainda tão pouco estudados.

Imagem5Matterhorn – Um romance sobre a Guerra do Vietnã. Karl Marlantes, o autor, é graduado pela Universidade de Yale e combateu na Guerra do Vietnã no Corpo de Fuzileiros Navais. Segundo o New York Times ele produziu um relato abrasador extraído das próprias vísceras da guerra. Nem o clássico filme Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola conseguiu retratar o sofrimento dos soldados americanos nesse conflito. Eles enfrentaram um clima implacável, fome, doenças e um inimigo quase invisível. A Companhia Bravo, elemento central da narrativa irá confrontar ambições, oficiais hipócritas e tensões raciais.

Imagem6Para os aficionados a temas filosóficos sugiro o novo best-seller do The New York Times. Trata-se de Deus não é grande, do inglês Christopher Hitchens. A revista The New Yorker assim o definiu: Deus não é grande, de Christopher Hitchens, é o livro mais articulado e inflamado da recente safra de livros sobre religião. Com seu poder de retórica, Hitchens brilha no púlpito e conquista a plateia.

O autor parte da ideia explosiva de que Deus não criou o homem à sua imagem. Evidentemente foi o contrário e essa é a explicação indolor para a profusão de deuses e religiões e o fratricídio entre religiões.

Deus não é grande mostra porque nenhuma religião oferece uma resposta satisfatória às questões mais fundamentais da existência, cujos dilemas morais e éticos, afirma o autor, estariam mais bem representados em Shakespeare, Dostoievski e Tolstoi do que em qualquer escritura que se diga “sagrada”.

Imagem7Ao encerrar esta coluna, me chega às mãos um novo livro que merece figurar nesta lista de sugestões. Trata-se de Catarina a Grande: retrato de uma mulher. O autor, Robert K. Massie já foi agraciado com o Prêmio Pulitzer, por sua biografia de Pedro o Grande, fundador de São Petersburgo. Fiz uma leitura abreviada do primeiro capítulo e cheguei à conclusão de que se trata de uma obra indispensável para os leitores fascinados por biografias e pela história da formação do Império Russo.

 

 

 

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torelly@polors.com.br

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