O Brasil em 2030, aos olhos do conselho de inteligência dos EUA

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O Brasil continuará a ser “o colosso do Sul” nos próximos 15 anos e ficará ainda mais à frente do México e da Colômbia. Essa é a previsão do Global Trends 2030, um relatório elaborado pelo Conselho Nacional de Inteligência dos EUA.

Pesquisadores americanos levam quatro anos fazendo as análises que compõem o relatório e são usadas para planejamento de longo prazo no país.

No relatório divulgado nesta semana, a previsão é que a China vai ultrapassar os EUA como principal potência econômica antes de 2030. Mas os EUA se manterão como líder mundial indispensável, sustentado por sua autossuficiência energética, a reboque da exploração de gás de xisto.

“O Brasil continuará a desempenhar um papel muito importante (na América Latina). Os recursos e a escala do país oferecem uma proteção que as outras nações não têm. No entanto, o país pode ser desafiado se o crescimento e o comércio global recuarem, a instabilidade crescer em nações próximas, as megacidades ficarem sobrecarregadas com crime e infraestrutura deficiente, e não houver investimento maior em educação”, diz o relatório.

Na estimativa do serviço de inteligência americano, existirá em 2030 um mundo multipolar, sem uma potência hegemônica. Além de China, Índia e Brasil, “players” regionais como Colômbia, Indonésia, Nigéria, África do Sul e Turquia vão se tornar cada vez mais importantes.

O crescimento econômico irá minguar em países “em processo de envelhecimento”. O bônus demográfico (momento em que há um grande contingente da população em idade produtiva, e menos idosos e crianças, favorecendo o crescimento econômico) do Brasil, por exemplo, começou no ano 2000 e deve acabar em 2030. Na Índia, começa em 2015 e vai até 2050.

E na China, começou em 1990 e termina em 2025. Em países desenvolvidos em franco processo de envelhecimento, acabou faz tempo: Japão em 1995, Alemanha em 1990. Nos EUA, começou em 1970 e termina em 2015.

“Muitos países emergentes, como Brasil, China e Turquia, cujas populações jovens estão caindo, vão atrair migrantes de países de baixa renda, da África Subsaariana e Sudeste Asiático”, prevê o relatório.

Entre as “mudanças tectônicas” esperadas pelos pesquisadores, está o crescimento da classe média ao redor do mundo e a “migração definitiva do poder econômico para o leste e para o sul” – a participação dos EUA, União Europeia e Japão na renda global vai cair de 56% hoje para menos que 50% em 2030.

Fonte: Patrícia Campos Mello / Folha de S.Paulo

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