Computação em nuvem cresce no Brasil, mas requer cuidados

Compartilhe:Share on FacebookShare on Google+Share on LinkedInTweet about this on TwitterEmail this to someone

A computação em nuvem (do inglês cloud computing) pode, no futuro, revolucionar o modo com que o usuário trata o mundo da informação. Um exemplo que afeta o internauta diretamente é a possibilidade de, cada vez menos, guardar arquivos em seu disco físico. A tecnologia, que chega paulatinamente à casa do brasileiro, avança de forma um pouco mais acelerada no mercado. Empresas de TI apostam no cloud como uma das áreas da informação que mais vão crescer e apresentar oportunidades em 2013.

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), a computação na nuvem terá uma taxa média de crescimento de 10% até 2015. Especialistas do mercado acreditam que um grande estímulo ao aumento é disseminação de aparelhos que utilizam bastante essa tecnologia, como tablets e smartphones.

A mexicana Softtek, que tem operações no Brasil desde 1995, é uma das empresas de tecnologia da informação que vislumbram um 2013 promissor para o serviço de nuvem. Até o fim de 2012, a companhia espera ter fechado contrato com cinco novos clientes nessa área. No próximo ano, a expectativa é ter 18. “Economicamente falando, o ponto mais interessante no mercado de TI hoje é o cloud”, afirma Francisco Lara, atual CEO para América do Sul e Caribe da companhia.

Reforçando a aposta da mexicana nessa modalidade de computação no País, a Softtek vai abrir um centro de excelência em cloud no ano que vem, reunindo entre 50 e 60 especialistas. O objetivo é desenvolver profissionais qualificados para alimentar o mercado. “Hoje, mão de obra especializada e familiar às novas tecnologias é uma questão que merece atenção”, diz Lara.

“Cloudwashing”

Segundo relatório da consultoria americana Gartner, publicado no começo de novembro, o mercado precisa dar atenção ao que exatamente é o conceito de cloud. De acordo com o observado pela empresa, muitos executivos – e profissionais da área – não têm claro o que é e como podem aproveitar a computação em nuvem em seus negócios.

A Gartner salientou, em seu texto, o termo “cloudwashing”. Segundo a consultoria, o movimento vem sendo utilizado por companhias do setor de tecnologia, que estão apenas repaginando velhos serviços que não deram certo, com auxílio da nuvem. Além disso, oferecem a tecnologia para serviços que não precisariam dela.

A oferta exagerada do serviço é um fenômeno que tenta convencer, especialmente, o empresário que ainda não se decidiu pela implementação da tecnologia. Segundo a americana Bain & Company, 44% das empresas vão fazer a transição de forma lenta.

Para José Maria Gudiño, diretor de inteligência de mercado da Softtek no Brasil, falta informação ao empresário e ao CIO (nomenclatura do cargo de diretor de tecnologia das empresas), que muitas vezes não sabem como sua companhia pode – e se deve – usar a tecnologia da nuvem. “Muitas vezes eles não sabem como o serviço pode ser desenvolvido, como fazer a transição, o que deve ficar em nuvem pública, o que deve ficar em nuvem privada”, afirma.

Fonte:  Diego Marcel / Revista Isto É Dinheiro

Compartilhe:Share on FacebookShare on Google+Share on LinkedInTweet about this on TwitterEmail this to someone