Uma bússola para ONGs

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Buscar uma gestão eficiente e transparente é um mandamento básico. Não só para as empresas que querem ter alguma chance no mercado de capitais, mas também para as organizações não governamentais  (ONGs) que buscam desenvolver um trabalho sólido, relevante e de longo prazo. É o que defende Maria Elena Pereira Johannpeter, presidente da ONG Parceiros Voluntários, no livro ONG – Transparência como Fator Crítico de Sucesso, escrito em coautoria com a historiadora Naida Menezes.

Desde a primeira linha, fica claro qual é o objetivo de Maria Elena e Naida: pregar a profissionalização do chamado “terceiro setor” – que já responde por 5% do PIB brasileiro, mas nem sempre adota práticas consistentes de gestão. No livro, elas contam a experiência da Parceiros Voluntários que, em apenas três anos, ajudou a mudar o patamar organizacional de outras 76 entidades no Rio Grande do Sul. Contando com aportes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Petrobras, a Parceiros ministrou aulas para gestores de ONGs, que se afeiçoaram a ferramentas de gestão – e obtiveram resultados imediatos. “Nesses novos tempos em que as organizações sociais enfrentam mais barreiras para captar recursos, uma vez que as instituições internacionais fecharam seus escritórios no Brasil e deixaram de apoiar muitos projetos sociais, todos vemos com entusiasmo a vinda de instrumentos para mensuração e acompanhamento de resultados (…)”, contam as autoras. Para elas, os financiadores das ONGs estão mudando de postura. “As empresas querem saber para onde vai o dinheiro investido, se a comunidade beneficiada evoluiu, se foi melhor atendida e se houve transformações (…). De fato, cada vez menos as empresas estão investindo a fundo perdido ou pagando apenas para garantir o marketing. Agora, elas querem resultados concretos do dinheiro que investem”, esclarece Maria Elena.

As ONGs não precisam adotar ferramentas revolucionárias para se adaptar a esse novo tempo. Muito ao contrário: no livro, Maria Elena e Naida valorizam ferramentas básicas de gestão e execução, como o  PDCA, que busca agir de forma corretiva, a matriz FOFA (também conhecida como SWOT, que reúne Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças) e a 5W2H (que traça planos de ação). Uma das ONGs que aplicaram esses instrumentos foi a Apae de Santa Rosa (RS). Com eles, a instituição firmou 64 novas parcerias e iniciou nove projetos novos.

ONG – Transparência como Fator Crítico de Sucesso terá distribuição gratuita de mil exemplares para fundações, organizações sociais, governos, empresas e universidades. A venda da obra está sendo feito somente na Livraria Humanas, em Porto Alegre.

Fonte: Marcos Graciani / Revista Amanhã

 

 

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