Depois do salto

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A cápsula, que carregava Felix Baumgartner, tinha também equipamentos valiosos que coletaram muitas informações que serão analisadas nos próximos meses. Todas as informações serão compartilhadas com a comunidade científica.

O balão que levou Felix Baumgartner a 39.045m de altitude, na estratosfera e quebrou o recorde de voo mais alto, é três vezes o tamanho do maior balão já tripulado anteriormente. Assim que Felix realizou seu salto com segurança, um sistema de controle remoto soltou a cápsula do balão. Rastreado por um GPS, um para-quedas trouxe a cápsula de volta à Terra. Desenvolvido para imobilizar a cápsula durante a descida, o aparato levou cerca de 24 minutos para retornar ao solo, uma média de seis metros por segundo.

O pouso da cápsula aconteceu em uma área plana e aberta, a pouco mais de 88km a leste do local do lançamento. O pouso foi tão suave que apenas 30 por cento do material colocado para absorver a força do impacto foi deslocado.

Assim que a cápsula se soltou do balão na estratosfera, um cabo arrancou um painel do balão, liberando gás hélio (não tóxico). O balão vazio caiu na Terra 15 minutos depois da cápsula, e a 11 km oeste de distância.

Em solo, uma equipe de 12 pessoas, em um comboio de cinco caminhões, estava à espera do equipamento. Graças às previsões do meteorologista Don Day e rastreadores GPS, o time estava apenas 300 metros do local de onde a cápsula pousou.

Enquanto aguardava, a equipe acredita ter ouvido o momento em que Baumgartner quebrou a barreira do som. “Nós ouvimos um som parecido com um boom supersônico”, disse Jon Wells, chefe de tripulação da cápsula. “Muitos de nós temos conhecimentos aeroespaciais. Quando aconteceu, olhamos uns para os outros com uma certa dúvida. Afinal, nós conhecíamos aquele som.”

Ao chegar à cápsula, a equipe primeiramente desligou o sistema de oxigênio e nitrogênio líquido. Wells tirou fotos da ‘switchology’ – o sistema de navegação de Baumgartner – e das quantidades de oxigênio, nitrogênio e pressão, para que ficasse documentada a configuração exata do desembarque. Em seguida, o sistema de 15 câmeras foi desligado e as imagens recuperadas. O desligamento total do sistema foi feito pela equipe do Sage Cheshire Aerospace, que construiu a cápsula.

O próximo passo era recuperar o balão. Foram necessários 45 minutos para que a equipe conseguisse colocar dentro do caminhão os 1682 kg de material.

Balão e cápsula retornaram a Roswell por volta das oito horas da noite (horário de Brasília), sete horas e meia depois da decolagem de Felix e quase 21 horas após a maior parte da tripulação chegar ao local para iniciar os preparativos da missão.

Os equipamentos serão devolvidos ao Sage Cheshire Aerospace, em Lancaster, Califórnia. Alguns dados das câmeras foram retirados ainda em Roswell, o restante será feito em Flightline Films, em Las Vegas, Nevada.

Temperatura, pressão e outros dados gravados na cápsula serão analisados nos próximos meses, e todas as informações serão compartilhadas com a comunidade científica. A cápsula será guardada para a posteridade.

“A gôndola usada por Joe Kittinger em 1960 era como um carro antigo, prático e durável”, disse Wells. “Com os mais sofisticados e sensíveis equipamentos tecnológicos disponíveis, a nave criada para o Red Bull Stratos é como um carro moderno. De todos os pontos de vista, incluindo o técnico”, completou.

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