Chefes receosos não são líderes

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Coragem e confiança são os primeiros atributos dos tomadores de decisões.

A confiança em si é essencial para qualquer profissional enfrentar algo importante da rotina: tomar decisões. Escolher e decidir são ações corriqueiras. Vai da roupa que usaremos no dia seguinte, ao marido/esposa ou futuro de nossa carreira. São muitas as situações em que nosso poder de decisão é, de certa forma, testado. Além da confiança, outro fator também é fundamental para a tomada de decisão: a coragem.

No meio corporativo, decidir é quase uma palavra de ordem. Temos que decidir sobre a o cargo que eventualmente nos é oferecido, sobre a prioridade de nossas tarefas, sobre aceitar ou não uma nova proposta. Decidimos sobre contestar ou não o chefe, dispensar ou não um funcionário e, até mesmo, pedir ou não a demissão. Enfim, o que essas situações têm em comum para grande parte das pessoas é a incerteza, que atormenta a decisão final. Além disso, a inércia é um grande inimigo no ambiente de trabalho, principalmente porque muitos profissionais se “acomodam” em suas zonas de conforto e fogem quando precisam decidir alguma questão mais importante.

Esses profissionais que fogem de situações em que suas opiniões são necessárias raramente são promovidos ou ganham aumentos por motivos mais que óbvios: que chefe ou líder pode querer fugir de decisões? Alguns gestores já estão tão acostumados a tomar decisões que não percebem o esforço que isso exige. Não quero dizer que só profissionais com cargos de liderança são “obrigados” a decidir. Pelo contrário, participar das decisões da empresa, de uma área ou de um projeto é algo crucial a qualquer profissional. Apesar disso, muitos fogem da responsabilidade de opinar devido à responsabilidade envolvida – caso sua opinião não seja apropriada ou “correta”. O problema da incapacidade de decidir ou opinar é que dificilmente o profissional sairá do trabalho “feijão com arroz”, ou seja, das tarefas simples e rotineiras. O mercado de trabalho exige cada vez mais pessoas com iniciativa, em todas as áreas e níveis profissionais. O espaço para pessoas sem senso crítico, sem capacidade para tomar decisões, é cada vez menor, e permanece existindo às funções puramente executoras e operacionais.

A inovação vem da tentativa, da tomada de risco. A autoconfiança entra com peso nesse processo. Lembre-se: a insegurança só mina sua capacidade de conquistar. Para combatê-la, busque o autoconhecimento que faltava para poder trazer a segurança para tentar mais, opinar mais, arriscar mais e, consequentemente, conquistar mais.

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Artigo originalmente publicado na newsletter da Revista Amanhã.

O autor Bernt Entschev é presidente da De Bernt Entschev Human Capital e também atua como conselheiro de diversas instituições.

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