O Dictionnaire Encyclopédique WAGNER e outros livros

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Acabo de receber meu exemplar do Dicionário Enciclopédico WAGNER. Editado pela Actes Sud/ Cité de La Musique, Paris.

Esta obra engrandece qualquer biblioteca dedicada ao mestre de Bayreuth. Sua amplitude é inédita, pois mais de trinta colaboradores, especialistas em Wagner e no wagnerismo, sob a liderança de Timothée Picard produziram mais de 40,000 verbetes ou entradas abordando aspectos referentes ao homem, ao músico, sua obra e posteridade, bem como inseriram tópicos sobre todas as pessoas que com ele se relacionaram, bem como aquelas que foram influenciadas sobre sua obra. O Dicionário Enciclopédico possui 2.494 páginas, em papel bíblia, e está dividido nos seguintes temas:

           I. O Homem e a Formação Intelectual do Artista,

II. A Obra Musical Wagneriana, A Influência e o Legado do Compositor sobre interpretação, filosofia, religião, literatura e a arte do espetáculo.

A terceira parte do dicionário, intitulada Influências e Legado é a mais complexa, pois trata da influência e da recepção da obra wagneriana no universo musical. Partindo de um estudo aprofundado sobre a Alemanha, as entradas se sucedem, abordando Bayreuth, wagnerismo e antiwagnerismo, interpretação, com destaque para dirigentes e solistas, filosofia, ideologia e religião, a arte do espetáculo, produtores teatrais (metteurs en scène), exegese e entradas monográficas. São citados, entre músicos, escritores, políticos, estadistas e filósofos, todas aquelas pessoas que conviveram com Wagner ou que se envolveram com sua obra até a época atual.

Este Dicionário Enciclopédico é ferramenta de trabalho indispensável a todos aqueles que se dedicam à pesquisa sobre a vida e obra de Richard Wagner.

Também recomendo aos amantes de uma leitura de qualidade, alguns lançamentos que passaram despercebidos ou nem constaram nas famosas listas dos Dez mais vendidos, mas que merecem a atenção do leitor exigente:

 

 

Ligeiramente fora de Foco, de Robert Capa – Este fotógrafo húngaro entrou para a história da fotografia, ao retratar no dia cinco de setembro de 1936, a queda de Federico Borrell Garcia. Este soldado republicano, do exército espanhol, acabava de ser atingido por um tiro dos sublevados e a foto de sua morte iria se transformar num ícone da Guerra Civil Espanhola. Capa continuaria a fazer nome na imprensa mundial, ao ser o primeiro fotógrafo a desembarcar na Normandia, na sangrenta batalha pela tomada da praia de Omaha. Segundo o crítico Hélio Campos Mello, este é um livro hipnótico. Daqueles que não se consegue largar enquanto não se chega ao final. O autor Robert Capa é tão grande quanto Robert Capa, o mítico fotógrafo.

Capa narra suas aventuras e desventuras durante a II guerra, sua participação na tomada da Sicília, Anzio, o dia D, e a longa jornada até Berlim. Amigo íntimo de Ernest Hemingway e John Steinbeck, também correspondentes de guerra, o autor nos delicia com as passagens referentes a estes dois expoentes da literatura norte americana. O livro, da COSACNAIFY, também apresenta o que há de melhor do trabalho fotográfico do autor, incluindo a emblemática imagem da queda de Federico Borrel Garcia.

 

 

GETÚLIO (1882-1930) – Dos Anos de Formação à Conquista do poder, de Lira Neto.

Este livro foi amplamente comentado pela mídia nacional e local, mas achamos que ele é uma das mais importantes leituras sobre a recente história do Brasil, em especial para nós rio-grandenses. Este primeiro exemplar trata das origens de Getúlio Vargas, sua infância e juventude. Sua passagem pela Faculdade de Direito e os primeiros passos na política, Castilhismo, Borgismo e os principais intérpretes a participarem do ocaso da República Velha. O segundo volume cobrirá de 1931 até 1946, quando Getúlio foi apeado do poder. A última parte da obra de Lira Neto cobrirá os anos de exílio em Itu, o retorno à presidência, culminando com o fatídico agosto de 1954. Este lançamento é da Companhia das Letras.

 

 

Rios de Sangue (volume I) e Cinzas do Sul (volume II) – 100 anos de Guerra no Continente Americano, de José Antônio Severo.

O autor escreve a saga de um século de conflitos armados, muitos dos quais tiverem lugar no Rio Grande do Sul, como a Guerra dos Farrapos. Entramos pela mão do autor nos cenários da Guerra da Cisplatina e da Guerra do Paraguai. Em paralelo, o autor nos conta a história detalhada da infância à juventude de Manuel Luís, homem que na maturidade seria conhecido como o grande General Osório. Além do livro de Robert Capa, Getúlio, Rios de Sangue e Cinzas do Sul também são livros hipnóticos.

Não poderia deixar de registrar, que neste mês de setembro, a coluna Adagio completa 10 anos ininterruptos de presença na Revista Digital. Agradeço à fiel legião de leitores que vem me acompanhando neste período, bem com pela confiança de Ronald Krummenauer e Inácio Knapp, ao dedicarem um espaço nobre a este esforçado escriba, dedicado servidor da música e da literatura. A todos o meu muito obrigado.

torelly@polors.com.br

 

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