O cavalinho vai mais longe

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A primeira fábrica da Renner Sayerlack nos Eua marca o avanço de um discreto mas arrojado projeto de internacionalização

De mansinho, o Grupo Renner Herrmann acaba de dar um passo importantíssimo em seu projeto de se tornar um dos três maiores fabricantes de tintas para móveis no planeta ao comprar uma fábrica na cidade de Charlotte, no Estado norte-americano da  Carolina do Norte. “Já estamos entre os cinco grandes deste mercado em todo o mundo e vamos avançar. Somos líderes no continente, mas temos um projeto global para a Renner Sayerlack”, anuncia Marcos Herrmann, vice-presidente do grupo. Discretos, Marcos e seu irmão, Thomas, que preside a holding, não são de muita conversa – tanto que a aquisição nos Estados Unidos passou longe de festividades ou rumorosos anúncios públicos. Mas não brincam em serviço. No território norte-americano, a ideia é seguir o modelo de crescimento orgânico implantado com sucesso na Itália, em 2004. “Lá, nós começamos do zero”, conta Thomas Herrmann. “Compramos plantas vazias e com nossa tecnologia, expertise e com uma equipe muito boa, hoje somos grandes players da Itália no ramo da indústria de tintas para móveis.”

Emblema tradicionalíssimo das tintas Renner e transformado em ícone do próprio grupo fundado em Porto Alegre em 1927, o cavalinho branco vem acelerando o passo rapidamente. Em 2007, uma segunda fábrica entrou em operação na Itália. Três anos depois, a Renner Sayerlack firmou uma joint venture no México e, em 2011, abriu uma fábrica no Chile para ter acesso facilitado aos mercados do Pacífico.

O Chile também abriga uma das plantas da Renner Protective Coatings, empresa que produz tintas anticorrosivas de alta performance para proteção e manutenção industrial. A outra fábrica fica em Curitiba. “Para essa empresa, temos um projeto continental”, define Marcos. Utilizada em navios e plataformas petrolíferas, entre outras aplicações, a tinta para pinturas industriais ganha impulso no aquecido mercado de infraestrutura. “É um mercado que está em ebulição, principalmente por causa do PAC. Estamos num timing muito adequado”, acredita Thomas.

Em GRANDES & LÍDERES, a Renner Herrmann figura entre as 500 maiores do sul na posição 193, com uma receita bruta de R$ 208 milhões em 2011. Na realidade, o conglomerado fatura cinco vezes mais e, portanto, poderia estar em uma colocação bem superior se incluísse, no balanço entregue a AMANHÃ e Pwc, todas as empresas que controla, entre elas a Renner Sayerlack, carro-chefe dos negócios. Mas o grupo decidiu incluir, no balanço consolidado, apenas a Renner Protective Coatings e a Metalgráfica Renner, fabricante de embalagens metálicas para a indústria química e de alimentos. A decisão de “não expor números demais”, como diz Marcos, tem a ver com a percepção de que há uma assimetria entre sociedades anônimas, obrigadas a publicar balanço, e empresas do setor que, pela composição de capital, estão dispensadas dessa exigência.

Fonte: Revista Amanhã

 

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