Negociações diplomáticas chegam à mesa de jantar

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Arte de Bob Dornberg

No mandato presidencial de Bill Clinton, sua mulher, Hillary, se ocupou bastante da gastronomia na Casa Branca, substituindo a tradicional culinária e chefs franceses por pratos norte-americanos contemporâneos.

Agora, como secretária de Estado, ela está uma vez mais mudando a cozinha. Nos seus três anos e meio à frente do Departamento de Estado, Hillary mudou a maneira pela qual a comida é selecionada, preparada e servida na sede da instituição, em Washington, e conferiu importância ao tema como parte de sua “diplomacia inteligente”.

As refeições para chefes de Estado estrangeiros são agora usadas como maneira de mostrar a qualidade da culinária norte-americana, especialmente seus ingredientes locais, e também a fluência dos chefs dos EUA na preparação de pratos ligados às tradições culinárias dos visitantes. O departamento contratou seu primeiro chef e convida cozinheiros famosos para que preparem refeições.

“Destacar culinárias, cerimônias e valores respeitados é uma ferramenta diplomática poderosa e muitas vezes desconsiderada”, disse Hillary ao “New York Times”. “As refeições que faço em companhia de meus colegas no país e no exterior cultivam uma compreensão cultural mais forte entre os países e oferecem um ambiente único que reforça a diplomacia formal conduzida a cada dia”.

Em termos menos formais, Natalie Jones, diretora assistente de protocolo no departamento, disse que a comida é crucial porque “negociações difíceis muitas vezes ocorrem à mesa do jantar”.

Fusion

O chef Jason Larkin e seu assistente, Chris James, compram produtos locais e optam por ingredientes sazonais. As saladas de verduras foram substituídas por pratos como gaspachos de melancia e tomate, com carne de caranguejos de Maryland; os consommés tradicionais deram lugar à sopa de beterraba com ravióli de beterraba.

O cardápio para os visitantes muitas vezes requer planejamento tão cuidadoso quanto uma negociação diplomática. “Estamos mostrando nossa cultura aos nossos convidados”, disse Marshall. “Não queremos servir-lhes comida de seus países, porque é algo que farão melhor do que nós. Mas gostamos de demonstrar que conhecemos sua culinária por meio de pratos fusion”.

Fonte: Marian Burros / New York Times

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