Estamos todos sonolentos?

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Será que, além da oposição, em estado permanente de sono profundo, também nós estamos sonolentos, apáticos com o que acontece em nosso país? Não reclamamos de nada, aceitamos integralmente os absurdos da política brasileira, a educação deprimente, a burocracia medieval no cotidiano das nossas vidas, em nosso trabalho, em nossas empresas. Um pequeno exemplo: alguns dias atrás eu tive que telefonar quatro vezes para o meu cartão de crédito, onde sou cliente há 17 anos, para provar que “eu” era “eu”. Já estava pensando em ir a um cartório, lá também provar que “eu” era o “Inácio” e, feito isto, pedir para algum escrevente autorizado ligar para o cartão e garantir que representava o “Inácio”.

Como não acontece nada, em nenhum lado, nenhuma punição exemplar para corruptos, políticos, gestores públicos, operadores de serviços, bancos, lojas e outros que nos enfiam cláusulas abusivas, ficamos sem proteção mas também não reclamamos nem agimos.

Aceitamos tranquilamente a alta carga tributária, a defasada legislação trabalhista, a justiça tardia, a péssima qualidade da educação e, talvez o pior de tudo, instituições frágeis, sem força, sem liderança, sem representação.

Quem maltrata mais você? O governo e as dezenas de impostos? Todos os encargos da conta de luz? As companhias aéreas? Os aeroportos brasileiros? As telefônicas? As taxas bancárias? A programação da tv aberta? A repetição exaustiva da tv fechada? A má educação do motorista brasileiro?

E nós, na sonolência eterna, não estamos nem aí.

Inácio Knapp

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