Arquitetura cordial

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Nas grandes  cidades, pequenos sobrados vão ao chão em questão de dias e novos edifícios despontam no lugar como cogumelos. A proliferação de tapumes é impressionante. Em Porto Alegre, na subida da avenida Cristóvão Colombo, diante do Hospital Militar, onde havia uma linda casa e uma família agora há dezenas de moradores e centenas de automóveis. E a Cristóvão Colombo tem a mesma largura há mais de cem anos. Não é preciso ser gênio da prancheta para entender que não cabe. A cidade está permanentemente congestionada. “O que precisamos é planejar o processo de transformação das cidades”, recomenda o urbanista Nabil Bonduki.

O professor da Faculdade de Arquitetura da USP Alvaro Puntoni fez as contas em artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo. A cidade tem 7 milhões de carros registrados. Se para estacionar cada um são necessários 25 m2, há que se disponibilizar 175 km2 só para guardar a frota – o que dá quase 20% da área urbanizada.

A face mais abrutalhada das metamorfoses urbanas – e que infelizmente algumas cidades brasileiras conhecem bem – é aquela que afasta dos olhos o que é pobre, feio e caótico. O brasil tem vários registros de higienização de áreas. Esse é um vexame que, se ocorrer, dificilmente passará despercebido durante a Olimpíada e a Copa do Mundo.

Fonte: Trechos de artigo de Daniela Chiaretti publicado no jornal Folha de S.Paulo com contribuição de Inácio Knapp.

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