A internacionalização na educação

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A internacionalização na educação superior é um tema atual, importante e relevante. No Brasil, em esforço conjunto entre o Ministério de Educação, por meio da Capes, e o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio do CNPq, foi lançado o programa Ciências sem Fronteiras, com grandes oportunidades para os nossos estudantes. São 100 mil bolsas de estudos para o Exterior, de graduação e pós-graduação (mestrado e doutorado), sendo 75 mil via Capes e CNPq e 25 mil por meio de organizações públicas e privadas. Da mesma forma, diversas outras iniciativas semelhantes ocorrem em outros países latino-americanos, com apoio dos governos nacionais e organizações privadas.

Em escala mundial, a Conferência Mundial de Educação Superior, promovida pela Unesco, em 2009, debateu as Novas Dinâmicas da Educação Superior e da Pesquisa para a Mudança e o Desenvolvimento da Sociedade, definindo os rumos da educação superior nos próximos 10 anos no mundo. A consolidação de uma visão mundial da educação como um bem público e uma visão estratégica da responsabilidade e apoio dos governos para todos os níveis da educação, para a pesquisa, a inovação e a criatividade, esteve na pauta. Neste sentido, a internacionalização da educação superior foi um dos temas centrais da conferência.

As oportunidades oferecidas são múltiplas. Cabe às instituições de educação superior a responsabilidade social de construir pontes entre os diferentes países, reduzir as diferenças e aumentar o fluxo de conhecimentos, em especial em relação aos países em desenvolvimento. O maior desafio está em colocar em prática as oportunidades de aprendizagem geradas pela mobilidade acadêmica em escalas sem precedentes, e potencializar seus impactos na ciência, tecnologia e inovação. Somente expor nossos estudantes a novos conhecimentos e experiências de vida não é fator suficiente para as mudanças desejadas. Quais mecanismos de acompanhamento devem ser criados e monitorados para garantir os efeitos positivos sobre as realidades das comunidades locais?

Vivemos, provavelmente, o momento da história com mais investimentos destinados à educação e à pesquisa (na geração de novos conhecimentos). Por outro lado, os desafios da humanidade são igualmente enormes: os grandes conflitos mundiais, a busca da cura para diversas doenças, as fontes de energias limpas para sustentar o desenvolvimento da sociedade, o alimento sadio e disponível a todos. Se, por um lado, a globalização oferece novas e interessantes oportunidades, por outro ela revela mais claramente as desigualdades e os limites do sistema. A internacionalização gera novas dinâmicas de desenvolvimento, tendo por base a troca de experiências e o conhecimento entre pessoas diferenciadas, que, no futuro, serão líderes: na economia, nas esferas sociais e políticas. Não podemos perder esta oportunidade de fazer a diferença!

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Autor: Jorge Luís Nicolas Audy é Pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da PUCRS e membro do Conselho Deliberativo do CNPq (Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação).

Artigo publicado originalmente no jornal Zero Hora.

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