A escola e a família na educação formal

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Muitas são as atribuições e responsabilidades confiadas aos professores envolvidos com a educação formal, pública e privada. Há toda uma legislação que perpassa as esferas federal, estadual e municipal na regulamentação, normatização e regulação das atividades educacionais. A simples menção soa enfadonha e repetitiva.

Ocorre que o mundo hoje, definido por alguns como pós-moderno, exige uma participação “ecumênica” no processo pedagógico, para além das expectativas que possamos ter sobre a capacidade profissional dos “operadores do conhecimento”. É fundamental a atitude proativa assumida pela família.

Pelo menos cinco aspectos são essenciais no comportamento familiar comprometido com o processo educacional escolar, os quais destaco a seguir, de forma um tanto imperativa, mas pertinente.

Procure estimular seu filho a praticar esportes ou realizar atividades que exercitem o “trabalho em equipe”, pois esta é umas das habilidades mais exigidas no mundo do trabalho.

O sucesso pessoal, escolar e profissional é conquistado mais rapidamente por pessoas que apresentam soluções criativas aos problemas do cotidiano. Incentive seu filho a estimular a imaginação a partir da leitura, do exercício da opinião sobre assuntos os mais variados, bem como assistindo a programas educativos, culturais ou de viés social.

A autodisciplina e a organização do tempo para estudar, sair com os amigos, ajudar nos afazeres domésticos, navegar na internet etc. devem ser um exercício compartilhado entre pais e filhos. Organização do tempo para realizar uma ação e autodisciplina são as competências mais facilmente associadas a responsabilidade.

É fundamental ter capacidades básicas como saber falar e escutar. Muito provavelmente o sucesso ou o fracasso social de nossos filhos estarão diretamente relacionados à importância que dermos ao exercício dessas habilidades em suas vidas.

Por fim, é fundamental contribuir com o exercício da iniciativa nos jovens. Iniciativa se refere à capacidade de buscar soluções não com a nossa interferência, mas com o nosso acompanhamento. Iniciativa para estudar, realizar tarefas que lhe são atribuídas e se engajar em atividades que exijam comprometimento, coletivo e pessoal.

De resto, dificilmente a escola poderá cumprir bem o seu papel agindo isolada na tarefa de formar cidadãos autônomos e capazes de gerir e mudar o mundo para melhor. Ainda que essa intenção nos pareça irrelevante, o sucesso social de nossos filhos não pode ser atribuição apenas da educação escolar. Deve ser nossa meta, nosso compromisso, nossa tática e nossa estratégia.

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Autor: Paulo César Pereira Machado é Professor de História e Supervisor Educacional.

Artigo publicado originalmente no jornal Zero Hora.

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