Um pacote industrial de 263 itens para os gaúchos

Compartilhe:Share on FacebookShare on Google+Share on LinkedInTweet about this on TwitterEmail this to someone

Plano anunciado pelo governo gaúcho reúne medidas novas e ações já em andamento, oscilando entre estímulo a setores e programas “transversais”O governo do Rio Grande do Sul apresentou, ontem à tarde, nada menos do que 267 ações de governo, mas deste total 163 já estavam em andamento antes do anúncio do pacote que o governador Tarso Genro definiu como sua nova política industrial. O programa está baseado em cinco eixos, um deles voltado para a infra-estrutura, que continua despertando críticas dos líderes empresariais. “O apoio não pode se limitar à renúncia fiscal, pois nossa diferença com relação a outras regiões não está apenas no ICMS. Também precisamos de infraestrutura e mobilidade”, defende Heitor Müller, presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs).

Müller se mostra otimista com a evolução  do programa, já que nele estão previstas diversas ações da Secretaria de Infraestrutura, como a viabilização do trecho sul da Ferrovia Norte/Sul, a atualização do mapa da energia eólica no Estado, com medições a 100 metros de altura, e a construção de aeroportos na Serra e Região Metropolitana.

Os outros quatro eixos que norteiam a política industrial gaúcha são Política Setorial, Política de Economia da Cooperação, Política da Firma e Instrumentos Transversais. Ao todo, 203 ações são direcionadas a 22 setores específicos – e  13 delas são voltadas à agroindústria.

O setor de semicondutores, por exemplo, terá desoneração de ICMS nas operações com produtos beneficiários do Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Indústria de Semicondutores (PADIS). Enquanto isso, o setor de calçados e artefatos será socorrido com  nova política tributária para apoiar a competitividade. Os mercados de insumos e máquinas/equipamentos também devem receber melhores condições tributárias – as medidas ainda não foram explicitadas.

O governador Tarso Genro ressaltou a necessidade de auxiliar as indústrias já instaladas em solo gaúcho e, ao mesmo tempo, buscar novos parceiros, em sinal de que o governo começa a se precaver da crítica de que os incentivos fiscais são normalmente orientados para atrair empresas de fora, sem a extensão do benefício a indústrias locais. Tarso destacou a importância das missões realizadas em outros países, permitindo a aproximação com diversas empresas – como a coreana Hyundai.

O programa é fruto de mais de 170 encontros realizados nos últimos dez meses para ouvir diversas representações da sociedade gaúcha, como universidades e empresas – mais de 600 pessoas foram ouvidas. “O projeto estará em constante processo de maturação, sempre aberto ao aperfeiçoamento”, afirma Mauro Knijnik, secretário estadual do Desenvolvimento e Promoção do Investimento. “Queremos o Rio Grande do Sul recolocado no embate da globalização”, resume Knijnik.

Fonte: Pedro Pereira / Revista Amanhã.
Compartilhe:Share on FacebookShare on Google+Share on LinkedInTweet about this on TwitterEmail this to someone