A cidade do futuro
A esperada nova orla de Porto Alegre: cidadão deve tornar cidade mais humana
Sonhar ( e construir ) uma boa cidade para o futuro depende muito mais da nossa postura no cotidiano do que de grandes obras e bom serviço público, pontos essenciais, é claro, mas não decisivos como o nosso comportamento diante do lugar que vivemos. É a maneira de lidarmos com a nossa casa, a nossa família, os nossos vizinhos, a nossa rua e o nosso bairro que irá influenciar outras pessoas a seguir nosso modelo. Se esse modelo é ruim, de pouca educação e descaso com o outro, provavelmente não teremos um lugar bom de viver. Fico imaginando os filhos de pais irresponsáveis, que não estão nem aí para ninguém, para ter quase certeza que essas crianças terão dificuldades no futuro. Agora tente imaginar uma família onde a educação é prioridade. O jeito desta família em lidar com a cidade certamente será de respeito com os bens públicos, de civilidade com o outro. Esta família também saberá lutar por seus direitos, exigir um bom serviço público, uma boa escola. Ela irá articular-se com outras famílias, entidades e até mesmo o poder público para mostrar suas reivindicações e necessidades. E ela também saberá que tem uma lista de deveres. A cidade do futuro, para ser um lugar bom de se viver, terá que ter uma maioria de cidadãos com essa postura.
Autor: Inácio Knapp.










