Congresso Mundial discute futuro das cidades

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Porto Alegre realiza, de 23 a 26 de novembro, o 10º Congresso Mundial Metropolis – Cidades em Transição, promovido pela Metropolis – Associação Mundial de Grandes Metrópoles, em parceria com a Prefeitura da capital gaúcha. O evento será realizado em vários espaços públicos do Centro Histórico da cidade.

A cerimônia de abertura no dia 24 de novembro, às 9h, no Theatro São Pedro, contará com a presença de autoridades, palestrantes, convidados especiais e jornalistas nacionais e internacionais, além de Jean-Paul Huchon, presidente da Metropolis, e de José Fortunati, prefeito de Porto Alegre, ambos anfitriões do 10º Congresso Mundial Metropolis – Cidades em Transição. A Assembleia Legislativa, a Usina do Gasômetro, a Federasul, o Palácio do Ministério Público, o Centro de Convenções São Rafael e a Região das Ilhas também recebem o evento. Será a primeira vez que uma cidade da América do Sul realizará o Congresso Mundial Metropolis – Cidades em Transição. A última edição do evento foi em Sidney, na Austrália, em 2008.

Voltado para todos os interessados em políticas de planejamento urbano e metropolitano, qualidade de vida e práticas sustentáveis nas cidades, o 10º Congresso Mundial Metropolis – Cidades em Transição terá a participação de autoridades locais (governadores, deputados, prefeitos, secretários e vereadores), gestores e planejadores de políticas urbanas, arquitetos e urbanistas de mais 150 grandes cidades no mundo. Será uma oportunidade única para a troca de experiências e para o estabelecimento de contatos entre gestores públicos e especialistas nos temas vindos de diversos países. Além disso, o Congresso será uma importante ocasião para fomentar o intercâmbio entre cidades emergentes (cooperação Sul-Sul).

“Diante da crise econômica, da escassez de petróleo e do esgotamento do atual modelo de crescimento, são necessárias novas práticas para as cidades. Essa mudança de paradigma afeta todos os aspectos das metrópoles: o meio ambiente, a governança urbana e metropolitana, a qualidade de vida dos cidadãos e a inovação nas cidades”, comenta Jean-Paul Huchon, presidente da Metropolis e do Conselho Regional de Île-de-France (Paris). “Esses serão os principais temas de nosso Congresso, que contará com a participação de algumas das maiores cidades do mundo”, destaca.

Principais temas

O Congresso contará com cerca de doze encontros, entre mesas-redondas, sessões plenárias e reuniões, em que se discutirão temas como governança, planejamento, democracia participativa, inovação, mudanças climáticas, agricultura periurbana e energias renováveis. Entre os nomes confirmados estão Joan Clos, subsecretário-geral das Nações Unidas e diretor-executivo da ONU-Habitat; Wim Elfrink, vice-presidente-executivo da Cisco; Geraldo Alckmin, governador do Estado de São Paulo; Tarso Genro, governador do Estado do Rio Grande do Sul; José Fortunati, prefeito de Porto Alegre; Xavier Trias, prefeito de Barcelona; Park Taus, prefeito de Johanesburgo, David Simango, prefeito de Maputo, Hsiung-wen Chen, vice-prefeito de Taipei, Miguel Lifschitz, prefeito de Rosário (Argentina); Marta Suplicy, senadora (SP); Antanas Mockus, ex-prefeito de Bogotá, Jorge Furtado, cineasta brasileiro, e Melissa Mark-Viverito, vereadora de Nova York.

Por que Porto Alegre

Reconhecida por suas políticas públicas inovadoras, Porto Alegre será o foro idôneo para fomentar os laços de cooperação descentralizada Sul-Sul e Norte-Sul. A cidade foi escolhida graças ao reconhecimento internacional de suas políticas públicas inovadoras. Além de ter sido palco do 1º Fórum Social Mundial, em 2001, e também das edições de 2002, 2003 e 2005, a cidade é conhecida por ser a primeira do mundo a implantar com êxito o Orçamento Participativo, em operação desde 1989. A prática foi implementada por, pelo menos, 70 outros municípios do País, assim como por metrópoles e cidades de outros países, incluindo Córdoba (Espanha), Rosário (Argentina) e Nova York (Estados Unidos).

“É uma grande honra para a cidade de Porto Alegre receber o primeiro Congresso da Rede Metropolis realizado na América do Sul. Será um momento singular para discutirmos o futuro das grandes cidades, ampliar a integração entre governos e sociedade e mostrar um pouco da reconhecida experiência de Porto Alegre na participação popular”, destacou José Fortunati, prefeito de Porto Alegre.

O que é o conceito ‘Cidades em Transição’

Por décadas, o modelo de crescimento econômico mundial foi baseado no consumo e na exploração ilimitada de recursos naturais. Essa superexploração tem causado sério impacto ambiental. As cidades como as conhecemos cresceram com base nesse modelo.

A desconstituição desse modelo significa que novas práticas devem ser estabelecidas para as cidades nos próximos anos. O objetivo é melhorar as condições de vida das pessoas, implementando medidas de sustentabilidade como transição para crescimentos mais sustentáveis.

Paralelamente, o movimento para a criação de municípios conectados cresce em várias partes do mundo. Essas Cidades em Transição são a soma de iniciativas locais que têm como alvo atenuar os efeitos de futuras crises por meio de novos modelos de governança. São cidades e cidadãos que desejam fazer uma mudança profunda de paradigma para que seja alcançado um futuro mais sustentável, que possa ser marcado pela autossuficiência, reduzindo o impacto ecológico, dando suporte ao desenvolvimento de energias alternativas, construindo cidades mais habitáveis e contribuindo para um consumo local e responsável.

A mudança de paradigmas afeta todos os aspectos das cidades: o meio ambiente (reduzir o impacto ecológico, recuperar, reciclar, promover energias renováveis etc.), o modelo de crescimento (promover a cidade compacta), a qualidade de vida das pessoas (com municípios construídos por pessoas e para pessoas, pensando nas futuras gerações) e inovações urbanas (lugares mais inteligentes e eficientes). Esses temas têm sido analisados e discutidos nesses últimos três anos nas comissões de trabalho técnico da Rede Metropolis.

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