Comunidades criativas

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Várias cidades do Rio Grande do Sul, alicerçadas em uma interessante diversidade cultural local, aliada a uma tradição empreendedora e a uma nova geração que cresce com acesso a ferramentas tecnológicas globais, à informação e muita criatividade, têm vocação e iniciativas para tornarem-se comunidades criativas. Soma-se a isso, o desenvolvimento em diversas regiões de qualificadas escolas técnicas e universidades, bem como inúmeras iniciativas sociais e empresariais que potencializam as novas atividades empreendedoras, especialmente as da chamada economia criativa. 

Temos aqui no Estado potencial para desenvolver um verdadeiro cluster criativo, como os clássicos exemplos da cidade do futuro em Helsinque, na Finlândia, da cidade multimídia em Montreal, no Canadá, ou, ainda, da experiência espanhola de Barcelona 22, entre outras. Também em algumas regiões do Brasil existem iniciativas muito positivas, que começam a configurar um núcleo de empresas criativas e já podem contabilizar alguns resultados, como nas regiões metropolitanas do Rio e de São Paulo, onde se estima que cerca de 8% dos empregos já venham de setores criativos e inovadores da economia.Um grande desafio para nós, gaúchos, seria desenvolver, potencializar e criar esses ambientes criativos de forma planejada e economicamente sustentável, com significativo retorno para a sociedade local, possibilitando o desenvolvimento maximizado de nossas potencialidades criativas e empreendedoras. Além disso, precisamos desenvolver mais nossos talentos e atrair mais pessoas criativas e inovadoras, ampliando os espaços urbanos adequados como ambientes de inovação, em que os empreendedores tenham apoio dos poderes públicos, das universidades e uma ampla sinergia com as empresas locais.

Nesse sentido, a instalação e o desenvolvimento de ambientes e de empresas criativas é um desafio que pode se configurar como importante alternativa para a criação de empregos e empresas globais altamente qualificadas. A publicidade, arquitetura, artes, design, design de moda, cinema e vídeo, software interativo de entretenimento, música, artes performativas, edição, software e serviços de informática, televisão, rádio e games são apenas alguns exemplos de empreendimentos da indústria criativa.

Certamente vale a pena investir nesse processo e criar novas alternativas sustentáveis e inovadores na sociedade gaúcha. Para tanto, é imprescindível observar os seus diferenciais e os ativos que contribuem para essa nova formatação econômica, social e cultural.

Autor: Cleber C. Prodanov – Secretário de Estado da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico. Publicado originalmente no jornal Zero Hora.

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