Olhe à sua volta. A Bienal está aí

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Aproveite sua cidade. Ela deve oferecer inúmeras atividades e espaços culturais mas você certamente não está a par de tudo que acontece. Ninguém consegue essa proeza. Minha sugestão é que você olhe com muita mais atenção o que passa à sua volta. Um olhar mais atento e muito mais demorado para a sua cidade. Uma espécie de exercício para corpo e principalmente para a mente.

Eu estou tentando seguir nesse caminho aqui em Porto Alegre. Quero descobrir novas ruas, novos lugares e até mesmo rever alguns que estão na minha memória. Nasci e morei muito tempo no bairro Floresta, então reduto de alemães de Porto Alegre. É impressionante como conseguimos recuperar cenas e lembranças de uma época distante. Vejo amigos, pessoas e até consigo estar no cinema Ypiranga, numa tarde de domingo, trocando gibis. É emocionante para mim todas as vezes que passeio por ali, naquelas ruas da minha infância e adolescência. Gosto muito de andar pelos paralepípedos da antiga e imponente fábrica da Brahma, hoje um shopping, que felizmente conservou a bela arquitetura da cervejaria.

No centro de Porto Alegre, na Praça da Alfândega, fico admirando os edifícios dos saudosos cinemas Imperial e Guarani. Lembro imediatamente da farmácia que existia ao lado, hoje o banco Safra, que recuperou a a linda fachada original. Alguns minutos diante desses prédios são suficientes para voltar 40 ou 50 anos atrás e até sentir o sabor do sanduíche de pernil do Mateus, que ficava ali, a alguns passos. Mais adiante, outro cinema, o Cacique, hoje um estacionamento. Dia desses passei defronte e não resisti a tentação de entrar. Restou só o piso. Caminhei um pouco por aquela enorme sala mas o suficiente para levar-me ao passado. Parecia que estava entrando para assistir o filme Os Guarda-Chuvas do Amor, de Jacques Demy e com a jovem atriz Catherine Deneuve.

Na esquina, o prédio do Correio do Povo. Lembrei do bar da Caldas Júnior e dos amigos da Folha da Manhã.

Não perca a Bienal do Mercosul

Por aqui, nas calçadas da minha cidade, dá para se ver o Mário Quintana, o Xico Stockinger e, em muitos lugares, a Bienal do Mercosul, a 8ª, com portas abertas até 15 de novembro. Conhecida como um dos principais eventos de arte contemporânea da América Latina, a Bienal do Mercosul é imperdível.

Fonte: Inácio Knapp

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